Opinião

Vitória apertada, mas com sabor de goleada! André Sergipano revive no UFC

Dar show é importante! Vender lutas, conquistar a atenção dos fãs, terminar com os combates antes do tempo regulamentar… Tudo isso faz parte do pacote necessário para um atleta de MMA ganhar visibilidade e disputar espaços de destaque no evento em que compete. No entanto, o primeiro e mais fundamental dos passos é, simplesmente, vencer.

Um triunfo pode ser feio, monótono, sem graça e por vezes contestado, mas mesmo assim representa mais para o cartel de qualquer atleta do que uma derrota - seja ela como for. E esse contexto me passou pela cabeça ao ver André Sergipano ter o braço levantado em sua luta contra Jun Yong Park neste sábado, no UFC Vegas 83.

Com muito domínio na luta agarrada mas com pouca contundência nos seus golpes, o brasileiro por muito pouco não deixou a vitória escapar pelos seus dedos. A apresentação não foi das mais vistosas e nas redes sociais utilizadas por fãs do UFC o que mais se viu foram críticas ao desempenho dos atletas e ao ritmo do confronto, que foi marcado pelo vigor físico na luta agarrada, assim como pela falta de "emoção" nos 15 minutos disputados.

Ao final dos três assaltos previstos, um dos jurados ainda apontou o triunfo do rival sul coreano, garantindo uma trilha de suspense extra para o anúncio do resultado oficial. Mas, como dito anteriormente, o resultado é o que importa de fato. Vitória por decisão dividida, mas com sabor de goleada.

Principalmente pelo momento delicado de Sergipano - que apesar do apelido é, na verdade, mineiro. Depois de anotar cinco vitórias seguidas no UFC, o peso-médio de 33 anos começou a temporada 2023 como uma das grandes apostas para a divisão. Infelizmente, isso não se consolidou e ele sofreu duas derrotas no ano, para Brendan Allen e Paul Craig.

Em caso de um novo revés neste sábado, em Las Vegas, André ficaria com sua vaga no UFC em risco - nos últimos anos, foram poucos os atletas que permaneceram na organização depois de acumularem três tropeços em linha. Portanto, vencer Park era de vital importância para a carreira do atleta. A vitória poderia vir da forma que fosse, mas ela tinha que vir.

Agora, com a folga conquistada e com o alívio da pressão que sofria, André pode retomar seus planos para 2024 e, quem sabe, voltar a dar show no octógono…

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Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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