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Marília Ruiz

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Marília Ruiz: VAR brasileiro, ano IV - um caso de fracasso e descrédito

Marília Ruiz

Tenho 20 anos de jornalismo esportivo: 5 Copas do Mundo, 4 Olimpíadas, muitos Brasileiros, alguns Mundiais e várias Copinhas. Neste blog seguirei fazendo isso: escrevendo sobre futebol. Sem frescura. Sem mimimi. Para versões oficiais dos clubes e atletas, recomendo procurar as assessorias de imprensa.

21/10/2021 10h14

Estamos no ano quatro do uso do VAR em competições nacionais.

Um retumbante caso de fracasso e descrédito crescentes. Não só não conseguimos resolver erros claros com eficiência indiscutível, como conseguimos a façanha de piorarmos o nível das arbitragens em campo. A cola eletrônica alija a autonomia do trio em campo, piora a atenção dos responsáveis (acomodados com a "correção" eletrônica) pelo apito e ainda deixa ainda mais nebulosos a decisão e os critérios adotados.

Não vou entrar nos casos específicos e das indignações seletivas das partidas de ontem.

Vou apenas repetir algo que precisa ser repetido, precisa ser cobrado, precisa ser realidade: cadê o senhor Leonardo Gaciba? O que ele pensa a respeito? Por que há sigilo nas comunicações? Porque não há, ao menos, registro das invasões (eu considero assim) do VAR nas súmulas? Por quê?

O silêncio adotado por Gaciba e seus pares, reconheço, e uma estratégia bem-sucedida para quem está no comando dessa joça. Ao não falar, ao não se explicar, ao não dar NENHUMA satisfação, a comissão de arbitragem transforma as reclamações em MIMIMI de perdedor - o que muitas vezes também é. A indignação seletiva dos clubes que só se manifestam quando lhes é interessante só ajuda a selar essa porcaria de serviço em algo correntemente aceito e tolerado.

Até quando?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL