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O critério é a falta de critério

O árbitro Bráulio da Silva Machado durante partida pelo Brasileirão 2018 - Getty Images
O árbitro Bráulio da Silva Machado durante partida pelo Brasileirão 2018 Imagem: Getty Images
Oscar Roberto Godoi

Oscar Roberto Godoi

Jornalista e ex-árbitro, esteve sob a chancela da Fifa de 1993 a 2000

23/11/2018 13h14

A cabeça de quem vive do e no futebol pira tentando entender qual é o critério que os árbitros utilizam ou aplicam em determinados lances. Se o critério é a falta de critério, então dá para entender o árbitro Bráulio Machado ao validar o primeiro gol do Flamengo contra o Grêmio.

O flamenguista Uribe ergueu o pé para chutar uma bola que o gremista Cortez tentava cabecear. O atacante acerta a bola e atinge a cabeça do adversário. Nem jogo perigoso foi marcado e o gol, validado. Errou o árbitro da Federação Catarinense. Deveria ter marcado falta e punido o Flamengo com tiro-livre-direto.

A Comissão de Arbitragem da CBF continua servindo a cabeça do árbitro na bandeja. Internacional e Palmeiras disputavam o título do Brasileirão 2018, e o paulista Rafael Claus é escalado para o jogo dos gaúchos contra o Atlético-MG. Difícil colocar um árbitro de Federação neutra?

Para felicidade geral, os integrantes da arbitragem acertaram todas as interpretações difíceis. Interpretou corretamente que não foi pênalti a bola que tocou na mão do atleticano Luan, que Léo Silva não empurrou Leandro Damião dentro da área e que Maidana fez pênalti em Damião. O gol que Rossi marcou, foi corretamente anulado por impedimento do atacante Colorado.

Não satisfeita, escalou o gaúcho Anderson Daronco no jogo Vasco x São Paulo, sendo o clube paulista disputa uma vaga na Libertadores com o Grêmio. Para que criar uma situação a mais de suspeição para os lances polêmicos?

No jogo em que o Palmeiras goleou o América por 4 a 0, o assistente acertou em marcar impedimento de Deyverson, anulando corretamente o gol palmeirense. Também acertou em validar o gol de Luan. Deyverson está impedido, mas não participa nem interfere na jogada.

Da maneira como alguns dos nossos árbitros estão entendendo como pênalti a bola tocar na mão, antebraço ou braço dos defensores, alguém vai lançar a novidade de jogar com os braços por dentro da camisa.

A Chapecoense fez 1 a 0 no Sport com um pênalti equivocadamente marcado por Leandro Vuadem. Agora, grosseiro mesmo foi o que fez o paulista Luiz Flávio de Oliveira, árbitro FIFA, marcando pênalti para o Ceará e ignorando outro a favor do Paraná, muito mais escandaloso. Uma vergonha!

Então, qual é o critério da CBF e dos árbitros?

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