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André Rocha

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Oscilação do Palmeiras é normal. Melhor agora do que em agosto

Raphael Veiga, do Palmeiras, em jogo contra o Athletico-PR pelo Brasileirão - WILIAN OLIVEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Raphael Veiga, do Palmeiras, em jogo contra o Athletico-PR pelo Brasileirão Imagem: WILIAN OLIVEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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André Rocha

André Rocha é jornalista, carioca e colunista do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros "1981" e "É Tetra". Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Contato: anunesrocha@gmail.com

Colunista do UOL Esporte

03/07/2022 10h05

Depois da virada épica sobre o São Paulo no Morumbi que parecia credenciar o Palmeiras a uma campanha arrebatadora no Brasileiro, a grande lacuna da trajetória de Abel Ferreira no comando técnico até aqui, veio a oscilação: derrota para o próprio time de Rogério Ceni no mesmo estádio pela Copa do Brasil e mais cinco pontos perdidos para Avaí (fora) e Athlético, este no Allianz Parque.

Na competição por pontos corridos, duas partidas em que a equipe poderia ter somado seis pontos. Com time recheado de reservas na Ressacada, chegou a virar e cedeu o empate por 2 a 2 no golaço de falta de Jean Pyerre. Diante da equipe de Felipão, equipe mais completa, até porque Abel deve mesclar no meio da semana para administrar os 3 a 0 sobre o Cerro Porteño, a única vitória no período, pela Libertadores.

Foram 71% de posse e nada menos que 35 finalizações contra o time paranaense. Mas só sete no alvo, que fizeram do goleiro Bento um dos melhores em campo. Faltou efetividade na frente e também a solidez defensiva de outros jogos, quando cedia poucas chances ao oponente.

Os visitantes concluíram 13 vezes, quatro na direção da meta e duas nas redes, com a revelação Vitor Roque, ex-Cruzeiro, abrindo o placar e Vitor Bueno ampliando em cobrança de pênalti, depois de uma rara falha conjunta de Danilo e Zé Rafael.

O revés por 2 a 0 fica um pouco feio porque Felipão mexeu no time, pensando na viagem para encarar o Libertad em Assunção, levando os 2 a 1 construídos na Arena da Baixada. Mas o fato é que o Athletico é vice-líder do Brasileiro, com os mesmos 27 pontos do Galo, porém uma vitória a mais.

O Palmeiras ainda lidera, com 29. Mas a expectativa era disparar, até por ter "ganhado" uma semana com a classificação encaminhada na Libertadores. Na próxima rodada sai para encarar o desesperado e desgastado Fortaleza, mas quase sempre um time duro de ser batido em seus domínios. Enquanto o Galo recebe o São Paulo e o Furacão, novamente como visitante, encara o Goiás.

Um risco razoável de perder a liderança que parecia absoluta. Mas para um time que precisou queimar etapas na pré-temporada para ser competitivo no Mundial de Clubes em fevereiro, a oscilação técnica e física uma hora viria. Melhor agora do que em agosto, quando o Brasileiro embala o returno e o time provavelmente vai encarar o Galo nas quartas da Libertadores.

Pode ser considerado positivo também para sinalizar à diretoria que o elenco precisa de mais contratações, além dos atacantes Merentiel e López, para ficar menos desequilibrado quando Abel tiver que recorrer a mais reservas para descansar o fortíssimo time titular.

Mas ficando no G-4 e marcando a retomada contra o São Paulo no Allianz pelo mata-mata nacional, a temporada ainda poderá ser histórica. O time de Abel Ferreira já mostrou que é capaz.

(Estatisticas: SofaScore)