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André Rocha

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Incrível Hulk descomplica de novo para o Galo

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André Rocha

André Rocha é jornalista, carioca e colunista do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros "1981" e "É Tetra". Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Contato: anunesrocha@gmail.com

Colunista do UOL Esporte

28/07/2021 23h33

O Bahia lutou, foi organizado e novamente cumpriu atuação digna contra o Atlético no Mineirão. No primeiro tempo teve nos pés de Ronald a chance de abrir o placar no primeiro tempo.

Mas não aprendeu a lição dos 3 a 0 pelo Brasileiro e faltou de novo a eficiência nas finalizações. O 4-1-4-1 montado por Dado Cavalcanti era até bem coordenado e dava trabalho pela direita, com Nino Paraíba e Rossi forçando muitas vezes o recuo de Zaracho pela esquerda para ajudar Dodô, o substituto de Guilherme Arana, à serviço da seleção olímpica.

A questão é que o Galo continua sendo uma equipe que coletivamente não potencializa a qualidade do elenco à disposição de Cuca. Ainda mais quando falta inspiração de Savarino e Nacho Fernández no quarteto ofensivo do 4-2-3-1. Deixa espaço entre os setores sem bola e, instalado no campo de ataque, sofre para criar movimentos que abram espaços na defesa rival.

Só que Hulk segue vivendo fase incrível e descomplica tudo para o time mineiro. No domingo, dois gols para comemorar o aniversário de 35 anos e manter o Atlético vivo na perseguição ao Palmeiras no topo da tabela.

Agora, jogada individual e passe decisivo para Dodô infiltrar e servir Zaracho, que abriu o placar na primeira etapa. No segundo tempo, em rápida transição, a arrancada irresistível e o chute forte de pé direito mesmo para ampliar, resolver o jogo de ida das oitavas da Copa do Brasil e encaminhar a classificação com os 2 a 0.

O Bahia, com 36% de posse, finalizou 19 vezes, nove de dentro da área e sete no alvo. Sofre a quarta derrota consecutiva, com onze gols sofridos e nenhum marcado. O esforço é inegável, porém o trabalho de Dado não entrega o que pode.

O de Cuca também não, dentro do contexto atleticano. Os resultados são bem melhores que o rendimento. Mas Hulk, com 16 gols e nove assistências em 35 jogos na temporada, desequilibra e mantém o Galo competitivo com o desempenho impressionante de seu destaque absoluto.

(Estatísticas: SofaScore)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL