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André Rocha

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Palmeiras confirma "Choque-Rei" histórico com variações e gols perdidos

Marcos Rocha comemora seu gol pelo Palmeiras contra a U. Católica, pela Libertadores - Staff Images/CONMEBOL
Marcos Rocha comemora seu gol pelo Palmeiras contra a U. Católica, pela Libertadores Imagem: Staff Images/CONMEBOL
André Rocha

André Rocha é jornalista, carioca e colunista do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros "1981" e "É Tetra". Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Contato: anunesrocha@gmail.com

Colunista do UOL Esporte

21/07/2021 21h19

A vitória por 1 a 0 no Allianz Parque confirmou o Palmeiras nas quartas da Libertadores contra o São Paulo. 2 a 0 confortáveis no confronto de 180 minutos contra a Universidad Católica.

Mas saiu muito barato para o time chileno, muito em função da boa atuação do goleiro Sebastián Pérez, com nada menos que nove defesas e ainda três bolas em suas traves. Total de 20 finalizações, 17 de dentro da área. Dez no alvo.

Nas redes apenas uma, de Marcos Rocha. Dentro da ação ofensiva mais comum no primeiro tempo e nitidamente ensaiada: Gustavo Scarpa se juntando a Wesley pela esquerda, fazendo sobrecarga no setor do lateral Rebolledo, que saiu no intervalo. Raphael Veiga saía da direita para dentro se juntando a Deyverson para receber os cruzamentos e Marcos Rocha atacava o corredor livre. Com liberdade, finalizou para enfim vencer Pérez.

Renan foi um lateral-zagueiro, mais preso pela esquerda. Deixando Viña no banco, já que o uruguaio está de saída para ser comandado por José Mourinho na Roma. Dentro do 4-2-3-1 habitual, mas variando o desenho em campo de acordo com o jogo, o adversário e as circunstâncias. Com Viña, Marcos Rocha ficava mais preso, às vezes como terceiro zagueiro.

No segundo tempo, inversão com Mayke no lugar de Marcos Rocha, com cartão amarelo. O lateral substituto ficou mais preso pela direita, já que Dudu entrou na vaga de Veiga e ficou bem aberto na ponta, com Scarpa mais centralizado. Para manter o domínio e levar apenas alguns sustos nas muitas jogadas aéreas em bolas paradas da Católica.

Na história ficará outra vitória com vantagem mínima, aumentando a fama de time "pragmático". Mas o momento do Palmeiras é de afirmação de um time versátil taticamente e inteligente, sempre competitivo. Parece mais pronto e ligeiramente favorito em um "Choque-Rei" histórico. Chance de uma revanche muito mais pesada que a decisão paulista.

(Estatísticas: SofaScore)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL