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André Rocha

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Mbappé desequilibra na eficiência. Faltou Lewandowski ao Bayern

Kylian Mbappe e Neymar comemoram o gol do francês contra o Bayern de Munique - Alexander Hassenstein/Getty Images
Kylian Mbappe e Neymar comemoram o gol do francês contra o Bayern de Munique Imagem: Alexander Hassenstein/Getty Images
André Rocha

André Rocha é jornalista, carioca e colunista do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros "1981" e "É Tetra". Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Contato: anunesrocha@gmail.com

07/04/2021 18h36

Foram 31 finalizações do Bayern de Munique, 12 no alvo. Na Allianz Arena com muita neve, o volume de jogo do time bávaro novamente foi impressionante. Mesmo sofrendo as perdas por lesões de Goretzka e Sule ainda no primeiro tempo.

Entraram Alphonso Davies, com Lucas Hernández indo para a zaga e Alaba deslocado para o meio-campo, e Boateng. Mesmo mexendo peças, não mudou a estrutura do 4-2-3-1. Muito menos a proposta ultraofensiva.
Mas faltou a eficiência de Lewandowski. O melhor da temporada passada e artilheiro implacável. Apesar da luta do substituto de Choupo-Moting, autor de um gol, é uma ausência grande demais para um confronto de quartas de final que reedita a final da última edição da Liga dos Campeões.

Melhor para o Paris Saint-Germain, mesmo sofrendo também com a enorme perda de Marquinhos, logo depois de marcar o segundo gol. Bela assistência de Neymar, que serviu também Mbappé para abrir o placar em chute não tão forte que Neuer aceitou.

Mauricio Pochettino armou o time francês num 4-2-3-1 com Di Maria e Draxler pelos lados, Neymar solto para se aproximar de Mbappé. Liberado para novamente desequilibrar com espaços para acelerar. No Camp Nou fez três, em Munique mais dois. O terceiro gol em rápida transição, desta vez com passe de Di María. Corte para dentro, chute entre as pernas de Boateng que tirou qualquer chance de defesa de Neuer.

Foram seis finalizações dos visitantes. Quatro no alvo, três nas redes. Eficiência impressionante! Assim como o goleiro Keylor Navas novamente teve atuação destacada em uma partida decisiva de Champions. Nada menos que dez defesas no jogo!

Só aumentou as dificuldades do atual campeão europeu para compensar a ausência do seu camisa nove. Mesmo levando vantagem pelo alto em vários ataques, inclusive o gol de Muller que empatou a partida. Faltou um pouco de fôlego no final - e fica difícil entender a opção de Hansi Flick em não utilizar mais substituições além das duas que foi obrigado a fazer, mesmo sem tantas opções no banco.

Perdeu a invencibilidade de 19 partidas no torneio continental e vai precisar ser gigantesco em Paris. Aproveitando as chances e também parando Mbappé. O craque francês tem oito gols na competição, seis no mata-mata, e novamente terá espaços para disparar. Será a diferença novamente?
(Estatísticas: UEFA e Whoscored.com)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL