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Empreender é melhor do que ser CLT?

Empreender é melhor do que ser CLT? - Prostock-Studio/Getty Images/iStockphoto
Empreender é melhor do que ser CLT? Imagem: Prostock-Studio/Getty Images/iStockphoto

Jennifer Ann Thomas

Colaboração para Ecoa, de São Paulo

19/08/2021 06h00

Em meio à crise mundial causada pela pandemia de coronavírus, muitas áreas de trabalho foram prejudicadas e vagas de trabalho foram fechadas. No Brasil, a taxa de desemprego chegou a 14,7% no trimestre que foi fechado em abril, com 14,8 milhões de pessoas desempregadas no país. Neste cenário, enquanto algumas pessoas buscam por uma recolocação profissional com carteira registrada, a CLT, outras preferem abrir seus próprios negócios e empreender. De acordo com um levantamento da Serasa Experian, janeiro de 2021 registrou o recorde de novos negócios no Brasil. No mês, foram 312.462 aberturas para registros de microempreendedores individuais (MEIs).

Por mais que o momento da economia do país esteja difícil, decidir empreender pode ser uma opção para quem ficou desempregado. Na vida com a carteira assinada, há direitos trabalhistas e benefícios que são garantidos todos os meses. Ao mesmo tempo, como empreendedor, os mesmos ganhos e valores referentes aos benefícios podem ser conquistados com o trabalho realizado ao longo do ano. Ecoa falou com alguns especialistas para descobrir se, de fato, empreender é melhor do que ser CLT:

SIM

Liderança

Quando se abre o próprio negócio, o empreendedor automaticamente se torna o gestor da sua empresa. Ser um empreendedor exige aprender a ser um líder e poder definir ações, direcionamento dos trabalhos e de entregas. Como dono do seu próprio negócio, a experiência permite a criação de novas ideias para o trabalho com mais frequência e facilidade de experimentar o que pode dar certo ou errado. Neste sentido, o empreendedor é obrigado a aprender a montar uma equipe rapidamente e qualificá-la, sabendo que sempre será o responsável por tudo.

Liberdade

Enquanto os contratos de trabalho regidos pela CLT impõem uma quantidade de horas semanais, jornada de trabalho e condições prévias para o trabalhador, quem empreende pode escolher quando trabalhar e quantas horas serão dedicadas à função escolhida. Em muitos dos casos, pode ser que o empreendedor trabalhe mais do que as tradicionais 8 horas de um dia convencional de trabalho. Em outros, pode ser que a jornada diária seja mais curta. No entanto, independentemente do cenário, a jornada passa a ser uma escolha do empreendedor, de acordo com aquilo que ele considera necessário para o sucesso dos seus negócios.

Visão 360

O empreendedorismo exige que se tenha uma visão completa do negócio, sendo que isso exige um aprendizado sobre as atividades de todos os funcionários, desde a pessoa responsável pela limpeza do escritório até as especificações técnicas dos produtos que são criados, desenvolvidos e vendidos, além de ser o responsável para conversar com executivos.

NÃO

Altos e baixos

Como empreendedor, a estabilidade do negócio e da fonte de renda depende de fatores externos e pode variar conforme o cenário macroeconômico. No cenário da pandemia de coronavírus, por exemplo, muitos negócios fecharam e passaram por uma temporada de baixa. Por outro lado, outros cresceram e despontaram diante de um ambiente de negócios mais favorável a soluções de tecnologia ou voltadas para o bem-estar dentro de casa. Quando o cenário se estabilizar, pode ser que estes cenários mudem e cada negócio tenha que se adaptar às novas condições do mercado.

Instabilidade financeira

Na vida CLT, o funcionário sabe que receberá o seu salário todos os meses, além de benefícios como décimo-terceiro salário. Como empreendedor, a renda depende da saúde dos negócios. Pode ser que um mês seja mais rentável, enquanto outro pode ter um fluxo menor de trabalho. É importante evitar uma visão romantizada sobre empreender, já que autonomia e responsabilidade são duas faces da mesma moeda. O empreendedor acorda e dorme fazendo escolhas, definindo caminhos, então essa rotina pode sobrecarregar e impactar na vida financeira.

Solidão

Funcionários de uma empresa fazem parte de programas de integração e de cultura organizacional. Por sua vez, o empreendedor pode, muitas vezes, começar a própria empresa sozinho. Há formas de encontrar grupos colaborativos para não atuar de forma solitária e dividir as vantagens e as dificuldades de empreender. Quando os negócios estão bem, muitos estarão por perto. No entanto, quando o empreendedor estiver em uma fase baixa, ele se verá muitas vezes sozinho e contando apenas com a equipe mais fiel.

FONTES:
Caio Cunha, presidente da WSI Master Brasil, co-Fundador da WSI Consultoria e membro do Global WSI Internet Consultancy Advisory Board.

Vivian Rio Stella, linguista, fornada pela Unicamp, empreendedora, criadora da VRS Consultoria.

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