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Ação levará oficinas de finanças e autocuidado a mulheres trans em SP

Mulheres atendidas no Centro de Acolhida Especial Casa Florescer, em SP - Divulgação
Mulheres atendidas no Centro de Acolhida Especial Casa Florescer, em SP Imagem: Divulgação

Lígia Nogueira

Colaboração para Ecoa, em São Paulo

12/07/2021 12h14

Uma ação de voluntariado corporativo levará oficinas de recursos humanos, comunicação interpessoal, finanças e cuidados com a pele a 30 mulheres transexuais e travestis do Centro de Acolhida Especial Casa Florescer, no Bom Retiro, em São Paulo, no início de agosto.

Além de funcionar como abrigo, o Centro de Acolhida pioneiro no Brasil foi criado em 2016 para atender as demandas da população trans e estimular seu processo de autonomia, assim como a reconstrução de vínculos familiares e comunitários.

"Após os workshops no final do próximo mês o encerramento terá um bate-papo para orientação sobre mais cursos, além de iniciativas que podem dar continuidade à formação das acolhidas", diz Alberto Silva, gestor da Coordenação Regional das Obras de Promoção Humana (CROPH), que administra a instituição em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social e a Secretaria Municipal de Direitos Humanos.

Ele explica que o projeto está sendo construído a quatro mãos. "Todas as oficinas foram pensadas com a equipe de NEUTROGENA®. Nossa ideia é também trazer melhorias internas por meio de doações em dinheiro, produtos e, ao mesmo tempo, impactar diretamente nas reflexões da sociedade como um todo por meio do voluntariado corporativo. Queremos trazer novas possibilidades de ressignificar as trajetórias das nossas meninas."

A iniciativa faz parte da campanha Orgulho que Transforma, que a marca da Johnson & Johnson está lançando agora no Brasil com pessoas da comunidade LGBTQIA+. As oficinas serão conduzidas por voluntários da empresa, que utilizarão suas experiências corporativas com o objetivo de compartilhar conhecimentos sobre o mercado de trabalho e contribuir em temas relacionados a finanças, comunicação, recursos humanos e cuidados com a pele.

"As novas práticas acabam propiciando novas possibilidades de ressignificar as histórias das meninas e, consequentemente, ter mais ferramentas para lidar com os processos corporativos", diz Alberto Silva. "É muito importante ter a participação de uma grande corporação no desenvolvimento de um projeto como este, pois acaba trazendo um pouco mais de visibilidade para a comunidade LGBTQIA+ e para a Casa Florescer. Estas alianças são muito potentes."