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Veja como ajudar catadores, motoristas de app e outros vetados dos R$ 600

Catadores estão entre os trabalhadores vulneráveis sem direito ao auxílio de R$ 600; na foto, ação do Pimp My Carroça durante o Carnaval - DiCampana/Foto Coletivo
Catadores estão entre os trabalhadores vulneráveis sem direito ao auxílio de R$ 600; na foto, ação do Pimp My Carroça durante o Carnaval Imagem: DiCampana/Foto Coletivo

Carina Martins

Colaboração para Ecoa, de São Paulo

15/05/2020 19h38

O presidente da República vetou hoje (15) a expansão do auxílio emergencial de R$ 600 para uma longa lista de categorias extremamente vulneráveis. Entre os trabalhadores que Jair Bolsonaro decidiu deixar de fora, estão catadores de material reciclável, diaristas, motoristas e entregadores de aplicativo - assim como taxistas e caminhoneiros - babás, pequenos agricultores, pescadores artesanais e marisqueiros e garçons. O veto ainda será analisado pelo Congresso Nacional, e pode ser aprovado ou derrubado.

A importância de que o apoio aos diversos setores da sociedade venham de uma ação organizada de Estado passa por motivos que vão da soberania à ideologia, mas fiquemos com o mais simples deles, o prático: só o Estado tem recursos para ações dessa escala. Não há, em todo o mundo, projetos privados que deem conta de mais do que uma comunidade ou uma questão isolada. Para um alcance imenso e complexo, só o Estado dá conta.

Dito isso, as mobilizações sociais têm se mostrado fundamentais durante a pandemia. Vide o sucesso dos esforços de auto-organização das favelas. Pequenas colaborações, se não fortalecem o Brasil para atravessar a crise como um pacote de Estado faria, pelo menos aliviam a aflição e a necessidade de muita gente.

Diariamente, Ecoa selecionará boas notícias como essas para te ajudar a ter um pouco de esperança e mais informação no meio da pandemia de Covid-19.

Conheça algumas iniciativas de apoio a categorias que ficaram de fora da ampliação do auxílio emergencial.

Catadores

Pimp My Carroça: renda mínima para 3 mil catadores cadastrados em todo o Brasil.

Catadores Unidos, Coronavírus Vencido: aquisição cestas básicas para distribuição durante 3 meses entre famílias de catadores de materiais recicláveis em Nova União/MG.

Quarentena Solidária Lixo Zero Brasil: alimentação, máscaras, álcool gel, material de limpeza e higiene pessoal para catadores de materiais recicláveis e a população de rua do Brasil.

Recicron no Enfrentamento: alimentação e álcool gel para famílias de catadores em Vigia do Nazaré (PA).

Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Material Reciclável (Ancat): lançou campanha de contribuição, em que as doações são transformadas em créditos para os trabalhadores. Cada catador receberá R$ 200.

Manicures

Beleza de Mãos Dadas: valor total arrecadado, livre de impostos e taxas, será dividido igualmente entre as 2.000 manicures cadastradas.

Artistas

Ajude as Famílias Circenses: apoio para que famílias circenses consigam se manter durante a quarentena.

Apoio ao Circo Spadoni e Picadeiro Circo Escola: apoio para que famílias circenses consigam se manter durante a quarentena.

Entregadores

Entrega amiga: ponto de apoio para melhorar condições de trabalho de ciclo-entregadores.

Motoristas de aplicativo

Motoristas de App Contra o Covid-19.

Vamos Ajudar os Motoristas Autônomos

Pequenos agricultores

Compre de quem produz: Lista com curadoria de Ecoa reunindo pequenos produtores e empreendedores.

Ajude a Favela com Produtos da Agricultura Familiar

Pescadores e marisqueiras

Ação Se Liga: Distribuição de almoço e alimentação para 100 pescadores sem renda fixa da favela Brasília Teimosa (PE) durante a pandemia.

Alimento para as Marisqueiras: Arrecadação de cestas básicas para 150 famílias de marisqueiras, artesãs, catadoras de latinhas, ambulantes e trabalhadoras autônomas da baía de Maracaípe (PE).

Colônia de Pescadores de Itapuã: Suplementação da alimentação das famílias com latas de leite em pó para as crianças.

Mães da favela

Mães da Favela e a Central Única das Favelas: Quase todas as categorias urbanas de trabalhadores vulneráveis são contemplados, já que os lares das favelas são chefiados por 49% de mulheres, e 47% são autônomas.