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Rodrigo Hübner Mendes

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Dicas para o retorno, de todos

Dicas para o retorno, de todos - phanuchat/Getty Images/iStockphoto
Dicas para o retorno, de todos Imagem: phanuchat/Getty Images/iStockphoto

Rodrigo Hübner Mendes

05/02/2021 04h00

Em meio a trancos e barrancos, a reabertura das escolas vai sendo retomada. Distantes do cenário adequado, não temos escolha senão acalmar os ânimos e buscar racionalidade. Fazer o melhor que podemos diante das trapalhadas de um inoperante Ministério da Educação.

Com base no estudo de práticas adotadas com sucesso em 23 países e organismos internacionais, selecionei as dicas necessárias para um bom retorno das crianças com deficiências às escolas. Vamos lá:

1. Critérios para o retorno

? Não existe correlação automática entre deficiência e risco aumentado para covid-19. Os estudantes com deficiência têm o direito de retornar juntamente com os demais, assim que as autoridades decidirem que é seguro para todos.

? Caso pertençam a grupos de risco, a situação deve ser avaliada por uma equipe multidisciplinar.

? Se o estudante apresentar sintomas ou tiver contato com outras pessoas sintomáticas, diagnosticadas ou esperando resultado de testes, deve permanecer em casa.

2. Questões sanitárias

? A escola precisa assegurar que as medidas básicas de higiene sejam adotadas, incluindo lavagem frequente das mãos, uso de álcool em gel, etiqueta respiratória (ou seja, tossir e espirrar no cotovelo), procedimentos de limpeza de instalações e práticas seguras de preparação de alimentos.

? As instalações de água e higiene devem ser acessíveis a todos os estudantes.

? Estudantes com deficiência com dificuldades para a execução da lavagem ou desinfecção adequada das mãos precisam receber apoio.

? Equipamentos como cadeiras de rodas, bengalas, óculos, próteses, etc, merecem também atenção e cuidados de higiene.

? Nos casos de turmas com estudantes com deficiência auditiva, recomenda-se que todos usem máscaras transparentes de forma que a comunicação não seja prejudicada.

? Caso o estudante apresente intolerância ao uso da máscara, essa medida deve ser flexibilizada.

3. Profissionais de apoio

? Caso o aluno precise de um cuidador, intérprete de libras ou qualquer outro profissional de apoio, essa pessoa deverá acompanhá-lo.

? Estes profissionais devem utilizar equipamento de segurança (máscara, luvas, avental, etc) e trocá-los com frequência.

? Para garantir o distanciamento social, tais profissionais devem ser contabilizados no redimensionamento das turmas.

Encerro reforçando minha homenagem aos profissionais que trabalham diretamente nas redes de ensino. Na última semana, estive em reunião com Rossieli Soares, secretário de educação do estado de São Paulo. Estava evidente o enorme comprometimento dele e de toda sua equipe na busca por soluções concretas, factíveis, fruto de planejamento estruturado e muita dedicação. Temos acompanhado atitudes exemplares em todas as regiões do Brasil. Me refiro àqueles que colocam a urgência de propiciarmos aprendizagem como prioridade máxima nesse momento.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL