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Seguradoras inovam com cobrança por quilômetro e cobertura de danos leves

Pequenos danos a peças plásticas do carro são cobertos por novo tipo de seguro - Murilo Góes/UOL
Pequenos danos a peças plásticas do carro são cobertos por novo tipo de seguro
Imagem: Murilo Góes/UOL

Vitor Matsubara

Do UOL, em São Paulo (SP)

07/02/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Assistência chamada "Reparos na Lataria" cobre pequenos danos como riscos e amassados
  • Serviço pode ser acionado quando valor do dano é inferior à franquia
  • Outro tipo de seguro oferece sistema de pagamento por quilômetro rodado
  • Empresa diz que mensalidade pode ser até 50% menor para quem roda pouco

As seguradoras de automóveis estão usando a criatividade para conquistar novos clientes. Já existem planos que cobram de acordo com a quilometragem rodada por mês e outro que cobre custos de danos menores.

A Youse, plataforma de seguros online da Caixa Seguradora, traz uma assistência chamada "Reparos na Lataria". De acordo com a empresa, o plano cobre danos que não atingem o valor da franquia, como amassados, arranhões, avarias na pintura ou pequenos danos na lataria ou nas partes plásticas do veículo.

"Antes o cliente não acionava a seguradora porque o custo do reparo não atingia o valor de sua franquia, mas, com essa assistência, ele não precisa arrumar seu carro por conta própria e nem se preocupar na hora da renovação do seu seguro", afirma Nícolas Ferrara, gerente de produto da Youse.

De acordo com Ferrara, o receio de perder eventuais bonificações oferecidas pelas seguradoras a cada renovação também afastava a procura do seguro nesses casos.

O atendimento é realizado em parceria com a Autoglass e pode ser solicitado desde que os danos sejam de pequeno ou médio porte e impliquem em reparos menores na lataria ou nas peças plásticas.

A partir do momento em que o usuário aciona o seguro, uma vistoria é realizada antes da autorização do serviço. A empresa promete que a nova assistência pode custar menos de R$ 4 extras por mês, sendo que o cliente tem mão de obra gratuita no reparo.

Pague o quanto usar

Outra modalidade de seguro pioneira no país segue o sistema "pay per use", ou "pague pelo uso", em livre tradução. O sistema já é utilizado há alguns anos na Europa e nos Estados Unidos e acaba de chegar ao Brasil.

A promessa da startup Thinkseg é que o segurado paga uma mensalidade fixa e o restante do valor é de acordo com a quilometragem rodada no mês. O sistema de contratação é realizado inteiramente online (inclusive processos como a vistoria do carro), seguindo o padrão das assinaturas de serviços de séries e músicas, como Netflix e Spotify.

A empresa afirma que o tradicional questionário ao qual o segurado precisa responder foi reduzido a algumas perguntas, diminuindo o tempo de contratação de 20 minutos para aproximadamente dois minutos. Isso foi possível graças a algoritmos de análise de dados do cliente e do veículo segurado.

O seguro aceita veículos nacionais e importados e com ou sem blindagem rodando em todo o país. O valor mínimo do carro deve ser de R$ 20 mil e o máximo é de R$ 300 mil, seguindo a tabela Fipe.

O contratante tem direito a serviços de socorro mecânico, guincho, reboque e solicitação de reparos gerais em vidro, faróis e/ou lanternas, retrovisor e para-choque.

Um veículo que custe até R$ 80 mil e rode até 10 quilômetros por dia paga aproximadamente R$ 100 de assinatura mensal e mais R$ 0,05 por quilômetro rodado. O valor do centavo varia de acordo com a localização do motorista. Caso o segurado rode 300 quilômetros, o valor total cobrado será de R$ 115 em uma residência em área nobre de São Paulo (SP).

O cálculo é realizado por meio de telemetria via aplicativo. Quando logado no smartphone do motorista, o programa avalia o modo de condução do veículo de acordo com sete critérios: aceleração, velocidade, frenagens, viradas, uso do celular na direção, horário e local onde trafega. Quem tiver bom comportamento ao volante ganha pontos, que se transformam em desconto na apólice.

Com tudo isso, a Thinkseg estima que os motoristas que rodam menos possam ter uma economia de até 50% no valor do seguro.

Em mercados desenvolvidos, como países da Europa, e nos Estados Unidos, a quantidade de quilômetros rodados passou a ser determinante para a composição do preço do seguro auto há tempos. Agora, pela primeira vez, o modelo Pay Per Use é adotado no Brasil.

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