Topo

Testes e lançamentos


Novo Hyundai HB20 básico: sem turbo, o que versão mais barata oferece

Versão Sense, a mais básica do novo HB20, traz rodas de aço de 14 polegadas com calotas e maçanetas e retrovisores sem pintura - Divulgação
Versão Sense, a mais básica do novo HB20, traz rodas de aço de 14 polegadas com calotas e maçanetas e retrovisores sem pintura
Imagem: Divulgação

Alessandro Reis

Do UOL, em São Paulo (SP)

16/11/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Configuração de entrada tem preço sugerido de R$ 46.490
  • HB20 Sense traz motor 1.0 aspirado de 80 cv, agora sem tanquinho de partida a frio
  • Opção mais barata vem com sistema de som simples e controles no volante
  • Também traz vidros elétricos apenas nos bancos dianteiros, sem função "um-toque"

Lançada em setembro, a nova geração do Hyundai HB20 atraiu as atenções com seu design polêmico e características como motor 1.0 turbo flex com injeção direta, frenagem automática de emergência e alerta de mudança involuntária de faixa, que elevaram o nível na categoria de hatches compactos.

No entanto, o "pacote completo" está disponível somente na versão topo de linha Diamond Plus, que tem preço sugerido de R$ 77.990, muito próximo do valor cobrado pelo Hyundai Creta 1.6 manual Attitude, que sai por R$ 80.990.

Ao mesmo tempo, o HB20 1.0 Sense, de entrada, custa R$ 46.490 - é 40,4% mais barato do que a configuração completa.

Nessa versão, que a Hyundai ainda não disponibilizou à imprensa especializada, o hatch traz o mesmo desenho - a fabricante escolheu não manter a geração anterior como alternativa mais em conta. Mas o que o HB20 Sense oferece?

Versão mais simples mantém "teto flutuante" com aplique preto na coluna traseira; grade traz moldura cinza - Divulgação
Versão mais simples mantém "teto flutuante" com aplique preto na coluna traseira; grade traz moldura cinza
Imagem: Divulgação

Da mesma forma que a opção Unique da primeira geração, a versão mais em conta é oferecida exclusivamente com motor 1.0 flex aspirado de três cilindros, que agora dispensa o tanquinho de partida a frio, substituído por bicos injetores aquecidos.

Manteve a potência máxima em 80 cv, porém atingida um pouco mais cedo, a 6.000 rpm - no antecessor, o pico de potência chegava a 6.200 rotações.

Já o torque permaneceu em 10,2 kgfm a 4.500 giros e o câmbio manual de cinco marchas também não mudou.

Simples, mantendo a essência

Na traseira, lanternas são mais simples e a antena do tipo "barbatana de tubarão" dá lugar a item convencional - Divulgação
Na traseira, lanternas são mais simples e a antena do tipo "barbatana de tubarão" dá lugar a item convencional
Imagem: Divulgação

Por fora, o HB20 Sense trocou a antena com estilo "barbatana de tubarão" das versões mais caras por outra convencional. Também dispensou os faróis de neblina e as rodas de liga leve, substituídas por unidades de aço estampado de 14 polegadas com calotas, calçando pneus mais estreitos, de medida 175/70 - contra 185/60 das versões com rodas de liga leve aro 15.

A parte exterior do HB20 mais barato também traz retrovisores e maçanetas sem pintura, enquanto a grade dianteira exibe contorno cinza, com mesmo padrão daquele observado nas versões mais caras, que têm moldura cromada. As lanternas traseiras também contam com disposição interna de luzes mais simples.

Na cabine, o acabamento foi simplificado e a lista de itens de série, enxugada. As duas diferenças em relação ao HB20 Diamond Plus imediatamente percebidas estão no painel de instrumentos e no sistema multimídia.

Painel lembra o do Creta

Painel troca velocímetro digital por analógico e mantém computador de bordo e conta-giros quadriculado - Divulgação
Painel troca velocímetro digital por analógico e mantém computador de bordo e conta-giros quadriculado
Imagem: Divulgação

O cluster dispensa o visor digital monocromático que integra velocímetro e computador de bordo e traz uma configuração mais convencional, com conta-giros analógico mantido no lado esquerdo e marcador de velocidade também de ponteiro no lado direito, com a tela do computador de bordo, igualmente monocromática, ao centro.

Tem gente que vai preferir esse painel, parecido com o utilizado no Creta, enquanto no HB20 mais equipado ele lembra muito o do Chevrolet Onix de primeira geração.

Mesmo na configuração mais simples, o tacômetro exibe o fundo inspirado na bandeira quadriculada usada no automobilismo - também visível no velocímetro.

Som tem Bluetooth, USB e controles no volante, mas perde tela tátil colorida e traz apenas dois alto-falantes - Divulgação
Som tem Bluetooth, USB e controles no volante, mas perde tela tátil colorida e traz apenas dois alto-falantes
Imagem: Divulgação

Já o sistema de som traz o básico e substitui a tela colorida sensível ao toque, disponível a partir da versão Evolution 1.0 aspirada (R$ 53.790), por um pequeno visor monocromático. Tem porta USB no console central, Bluetooth com streaming de áudio e acesso à agenda e ao histórico de chamadas telefônicas. Também conta com controles integrados ao volante, mas oferece apenas dois alto-falantes, posicionados na dianteira.

Por dentro, cor preta predomina

Cabine traz acabamento predominantemente preto, com detalhes prata tecido; vidros elétricos, só dianteiros - Divulgação
Cabine traz acabamento predominantemente preto, com detalhes prata tecido; vidros elétricos, só dianteiros
Imagem: Divulgação

Quanto ao acabamento, nada de interior bicolor da configuração de topo. À exceção das colunas e do teto, que trazem revestimento bege, o restante é predominantemente preto, incluindo os bancos de tecido.

O friso azul que percorre o painel do HB20 Diamond Plus dá lugar a uma peça prata, tonalidade também presente na base do volante, que dispensa o revestimento de couro, e também nas molduras do câmbio e do sistema de som.

Nas portas, as maçanetas trocam a aparência brilhante por um acabamento preto fosco e os comandos dos retrovisores são manuais.

Para compensar, o apoio de braço nas portas dianteiras traz um revestimento de material sintético parecido com couro. Os vidros dianteiros são elétricos, no entanto não trazem as funções "um-toque" e antiesmagamento das configurações mais caras. Atrás, o acionamento dos vidros é por manivela.

Interior dispensa ajustes de altura e profundidade do volante, enquanto banco do motorista á ajustável em altura - Divulgação
Interior dispensa ajustes de altura e profundidade do volante, enquanto banco do motorista á ajustável em altura
Imagem: Divulgação

A chave canivete com abertura das portas a distância é outro item ausente, bem como a regulagem de altura e profundidade do volante. Só dá para ajustar a altura do banco do motorista. Por outro lado, o HB20 Sense tem travamento elétrico das portas e do porta-malas, inclusive com função automática a velocidades acima de 20 km/h.

Porta-luvas e porta-malas não têm iluminação, o que não é surpresa em um compacto de entrada, enquanto a lista de equipamentos de série contempla, ainda, ar-condicionado com comandos analógicos, direção elétrica e ganchos Isofix para fixação de cadeirinha infantil.

Quer ler mais sobre o mundo automotivo e conversar com a gente a respeito? Participe do nosso grupo no Facebook! Um lugar para discussão, informação e troca de experiências entre os amantes de carros. Você também pode acompanhar a nossa cobertura no Instagram de UOL Carros.

Testes e lançamentos