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Em cada sete HR-V vendidos no Brasil, um virá da Argentina

Primeiro lote importado chega ainda este mês; até o fim do ano será 7 mil unidades - Murilo Góes/UOL
Primeiro lote importado chega ainda este mês; até o fim do ano será 7 mil unidades Imagem: Murilo Góes/UOL

Leonardo Felix

Colaboração para o UOL, em São Paulo (SP)

11/06/2015 18h45

Quando lançou o HR-V no Brasil, em março deste ano, a Honda foi bem clara em relação a seus objetivos: vender 50 mil unidades apenas em 2015 e torná-lo o SUV compacto mais comercializado do país,  mesmo com os dois meses e meio de desvantagem em relação à concorrência.

Para isso, além de otimizar o processo de produção em Sumaré (SP), trabalhando em regime de horas extras para aumentar a capacidade diária de 540 para 657 unidades, diretores da montadora japonesa já haviam admitido que trariam lotes importados da Argentina para suprir a demanda.

Pois os HR-V "hermanos" estão prestes a invadir o país. Conforme fontes da marca confirmaram a UOL Carros, 7 mil HR-V produzidos em Campana, na província de Buenos Aires, começarão a chegar o Brasil ainda neste mês, e devem estar nas concessionárias talvez até antes de o jipinho começar a ser vendido no mercado argentino, algo que só acontecerá depois do lançamento no Salão de Buenos Aires, na próxima semana.

Honda HR-V montado na fábrica de Sumaré (SP) - Divulgação - Divulgação
Mesmo com inauguração de Itirapina, no começo de 2016, linha de montagem em Sumaré continuará operando perto do limite, o que levará Honda a seguir importando lotes do HR-V de Campana
Imagem: Divulgação
A leva servirá apenas para este ano, o que significa que, se a Honda cumprir a meta de emplacar 50 mil unidades até o final de 2015, um em cada sete HR-V vendidos no Brasil terá origem argentina.

Para 2016, mais do gringo

O plano de usar o HR-V importado como suporte para não perder vendas não se restringe ao primeiro ano de vida do SUV. Mesmo com a inauguração da fábrica de Itirapina (SP), no primeiro trimestre de 2016, a Honda deve seguir trazendo lotes de Campana pelo menos até o fim do ano.

Isso porque Itirapina não iniciará suas operações com capacidade plena (somente o monovolume Fit será feito lá nos primeiros meses). Sendo assim, não haverá espaço para produzir todos os HR-V vendidos no Brasil em Sumaré, pelo menos não enquanto outro modelo feito pela marca aqui (Civic ou City) tenha sua linha de montagem migrada para o novo complexo.

Enquanto isso, fontes garantiram que o HR-V continuará a ser fabricado exclusivamente em Sumaré, um posicionamento que deve durar pelo menos até o fim do próximo ano. 

Clientes "tietam" HR-V em concessionária da Honda em Salvador (BA)  - Divulgação - Divulgação
Primeiros meses de vida mostram que HR-V tem tudo para ser sucesso: procura nas lojas é alta e modelo já vende sensivelmente mais que rivais Duster e EcoSport
Imagem: Divulgação

Bom de loja

Após dois meses e meio de mercado, o HR-V já mostrou que tem capacidade para corresponder às expectativas da Honda: em maio e abril, foi responsável por, respectivamente, 4.957 e 4.997 vendas, muito próximo da média de 5 mil unidades/mês que a fabricante almeja.

Em março, quando esteve nas lojas só a partir da segunda metade do mês, o número de emplacamentos chegou a 2.832. Os dados são sempre da Fenabrave (associação dos concessionários).

Mais do que isso, o modelo já está quase alcançando os líderes EcoSport e Duster no acumulado do ano: são 15.219 emplacamentos registrados pelo rival da Ford nos cinco primeiro meses, contra 13.291 do utilitário da Renault. Se seguir nesse ritmo, o HR-V passa a ser o segundo SUV compacto mais vendido já no fechamento de junho, e alcança a liderança do segmento em agosto.