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Coisa de Meninos Nada

Carros seminovos: como avaliar problemas na pintura na hora da compra

Thais Roland

Thais Roland é técnica em Manutenção Automotiva e apaixonada pela graxa. Com seu canal no YouTube 'Coisa de Meninos Nada', busca informar, orientar e dar suporte em relação a dúvidas e neuras sobre o mundo dos carros

Colunista do UOL

17/11/2020 04h00

Há um monte de coisas para analisar em um carro usado antes de comprá-lo. E uma delas é o estado da pintura, tema da coluna dessa semana.

A PPG mandou algumas dicas para entendermos melhor pelo que procurar. A primeira é ver se o carro tem manchas na pintura e se é possível notar diferenças na tonalidade da cor. Esses são sintomas clássicos de reparações mal feitas e, às vezes, é possível ver emendas de retoques bem grosseiros.

O verniz também pode denunciar os maus tratos do dono anterior, expondo o carro às intempéries ou lavando com produtos químicos agressivos. Nesse caso notamos a famosa pintura queimada, que é o verniz desgastado que perdeu sua camada de proteção sólida.

E, claro, procurar por riscos e amassados com bastante cuidado, porque podem ser pequenos. Por isso é importante avaliar o carro durante o dia, com a luz natural.

É importante notar que, dificilmente, uma pintura feita na reparação vai ficar idêntica à original, já que os processos empregados são diferentes. Aquele efeito de "casca de laranja" pode ser alcançado, mas depende bastante dos produtos utilizados e da perícia do reparador.

Aliás, a qualidade do profissional também vai influenciar na durabilidade da repintura. É preciso ter o cuidado de tratar o local da reparação com produtos e processos adequados para retardar a corrosão, que pode facilmente se estender pelo resto do carro se a parte recuperada for mal feita.

Comprar carro que morou na praia também é sempre um problema. A maresia é implacável e faz com que a pintura sofra desgastes mais graves ao longo do tempo. Lavar o carro com mais frequência e mantê-lo abrigado em uma garagem ajudam a proteger a pintura, mas ela ainda vai sofrer mais que um carro que roda longe do litoral.

Na hora de avaliar a pintura o importante mesmo é o olho clínico e bastante paciência para ficar procurando os defeitos. Lembro que a reparação pode ser em decorrência de um arranhãozinho de nada ou de um acidente grande que deixa outras sequelas no carro, além de uma cor diferente.

Deixa aqui seu comentário sobre suas experiências com reparações de pinturas e aquele truquezinho para ajudar na hora da avaliação, como um imã que identifica massa na lataria.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.