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Natália, do BBB 22, descobriu vitiligo aos 9 anos; existe tratamento?

Do VivaBem*, em São Paulo

15/01/2022 10h26

Nesta sexta-feira (14), o público pode finalmente conhecer os participantes do BBB 22. No grupo Pipoca, com os anônimos, Natália Deotado contou ter vitiligo, uma doença caracterizada pela despigmentação da pele em áreas específicas do corpo.

No vídeo de apresentação divulgado pela TV Globo, a sister, que é modelo e designer de unhas, disse que descobriu a doença aos 9 anos, quando as primeiras manchas apareceram perto dos olhos. "Tinha vergonha e tampava, até descobrir o que é e me respeitar desta forma", falou.

Foram três anos de tratamentos e muita luta para que ela aceitasse a condição. "O que mais gosto no meu corpo é o meu vitiligo! Quando falam que sou manchada, agradeço. Não tenho problema nenhum e sinto prazer em falar sobre ele, porque, infelizmente, o que falta nas pessoas é informação", contou em papo com o GShow.

O que é o vitiligo?

Trata-se de uma doença autoimune, em que as células de defesa do organismo, por equívoco, "atacam" e destroem os melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina, que dá cor à pele —por isso ocorre sua despigmentação. Mas é importante destacar que o vitiligo não é transmissível.

BBB 22: Natália Deodato é a décima participante anunciada - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram

Apesar de ter um forte fator genético, é uma doença multifatorial, ou seja, pode ter várias causas. São diversos fatores que, ao interagirem entre si, levam ao surgimento das manchas brancas na pele. Mesmo sem cura, não é algo que cause algum risco para a pessoa, apesar de trazer impactos emocionais, sobretudo em crianças.

O que pode causar o vitiligo?

Esse tema hoje integra as discussões sobre diversidade e inclusão, mas também explica porque o vitiligo é considerado uma das enfermidades com maior impacto emocional da dermatologia.

Até o momento, a causa do problema não está totalmente esclarecida, mas sabe-se que ele está associado a várias doenças autoimunes, tem origem multifatorial e pode acometer homens e mulheres igualmente, em todas as faixas etárias e etnias.

Algumas teorias indicam que a doença tem múltiplas influências, como os exemplos que você vê a seguir:

  • Genética (existem vários genes envolvidos e eles podem influenciar desde a idade da manifestação da doença, a biossíntese da melanina, a regulação dos autoanticorpos, além da resposta ao estresse oxidativo)
  • Histórico familiar
  • Ter outras doenças autoimunes (como a tireoidite de Hashimoto, a artrite reumatoide ou diabetes do tipo 1).

Possíveis fatores desencadeantes

Além das causas do vitiligo acima descritas, outras condições podem desencadear o aparecimento do vitiligo em pessoas predispostas. Confira:

  • Estresse emocional (como luto, pandemia, trauma)
  • Lesões da pele como queimaduras do sol ou ferimentos
  • Exposição a produtos de borracha (exposição profissional)
  • Uso de determinados medicamentos (como hidroquinona, interferon etc.)

Há tratamento para o vitiligo?

Sim, e isso vai depender do paciente e do tamanho das manchas. Quanto mais cedo o tratamento tiver início, quanto mais jovem for o paciente e quanto menor for a área afetada, melhores são os seus resultados. Os médicos têm à disposição as seguintes opções terapêuticas, que podem ser indicadas isoladas ou em conjunto:

  • Medicamentos tópicos (cremes ou pomadas à base de corticoide, inibidores de calcineurina etc.)
  • Medicamentos sistêmicos (usados por via oral - corticosteroide, metotrexato, antioxidantes orais etc.)
  • Fototerapia
  • Laser (excimer laser)
  • Cirurgia (transplante de melanócitos - é indicada quando não há resposta às práticas anteriores ou em casos estáveis).

* Com informações de reportagens publicadas nos dias 23/03/2021 e 23/08/2021.

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