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Obesa aos 22, ela colocou balão intragástrico, mudou hábitos e perdeu 46 kg

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Thamires Andrade

Colaboração para o VivaBem

08/07/2021 04h00

Isabelle Bender de Souza, 22, luta contra a balança desde a adolescência e teve vários episódios de compulsão alimentar. Com 134 kg, a paranaense decidiu emagrecer ao perceber que a obesidade afetava sua qualidade de vida. Então, colocou um balão intragástrico, procedimento que não só a levou a perder de peso, como também estimulou que ela passasse a comer melhor e a fazer exercícios. A seguir, Isa conta como conseguiu:

"Desde criança, sempre fui a mais gordinha da turma. Meus pais tentaram me levar em nutricionistas, só que eu não tinha muito interesse em seguir o cardápio proposto. Não era sedentária, nadava e praticava outros esportes, mas sempre estava acima do peso.

Na adolescência, comecei a me pressionar para emagrecer. Teve um período em que ia muito para a academia e, mesmo assim, continuava com excesso de gordura corporal.

Como Emagreci - Isabelle - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Nunca fui muito popular e achava que se fosse magra os meus problemas acabariam. Essa cobrança para perder peso gerou muitos episódios de compulsão alimentar. Chegava a comer uma lata de leite condensado inteira, escondida. Comia, me sentia culpada, ficava triste e comia ainda mais.

No começo de 2017, recebi o diagnóstico de fibromialgia e artrite reumatoide. Quando comecei a tomar a medicação, ganhei ainda mais peso e as doenças foram se agravando... Comecei a ter mais e mais crises de fibrio, meu tornozelo ficava muito inchado. Em 2018, o quadro piorou e fiquei ainda mais debilitada. Parei de fazer exercícios e passava muito tempo em casa, cheia de dores. Entrei em depressão e comecei a comer ainda mais.

Fui ganhando peso e, no final de 2019, cheguei em um ponto que não tinha mais roupa que servisse em mim. Não conseguia mais colocar uma calça jeans. Só andava de legging e vestido. Minha aula na faculdade era no segundo andar de um prédio e eu não conseguia subir as escadas sem ficar ofegante e com taquicardia. Em me sentia muito mal ao realizar qualquer tipo de esforço físico.

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Imagem: Arquivo pessoal

Resolvi me pesar e tomei um susto. Sabia que estava acima do peso, mas não imaginava que era tanto: 134 kg, sendo que tenho 1,62 m de altura.

Em dezembro de 2019 me deu o estalo de que eu precisava emagrecer para recuperar minha qualidade de vida. A pressão estética não foi uma motivação porque eu aprendi a amar o meu corpo como ele era, eu me sentia bonita dentro dele. Mas precisava recuperar minha saúde.

As primeiras mudanças foram diminuir a quantidade de comida e melhorar a qualidade do que consumia. Na época, vivia pedindo fast-food e passei a cozinhar em casa, comer mais verduras, frutas. Em pouco mais de dois meses perdi 10 kg, só de mudar a qualidade do que eu comia.

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Imagem: Arquivo pessoal

Então, tomei a decisão de colocar o balão intragástrico. Em princípio, muitos médicos falaram que eu só conseguiria emagrecer com a bariátrica, mas como já tenho problemas de saúde, não queria fazer uma intervenção tão grande.

Já tinha provado para mim mesma que era capaz de emagrecer com mudanças de hábitos e insisti. Fiz os exames, comecei a ter acompanhamento nutricional —já fazia tratamento psicológico desde que entrei em depressão— e realizei o procedimento.

O balão intragástrico é feito de silicone e introduzido no corpo com um procedimento considerado minimamente invasivo: com o uso de um endoscópio, o balão entra pela boca, passa pelo esôfago e chega ao estômago. Lá, é "inflado" com soro, criando uma barreira que diminui a capacidade gástrica e torna a digestão mais lenta; também estimula uma ação hormonal que faz a pessoa se sentir saciada (tudo isso leva a pessoa a comer menos). O balão permanece no estômago por seis meses.

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Imagem: Arquivo pessoal

No início, o balão causou um desconforto maior, gerando náusea, vômito e cólicas. Mas o médico me explicou que o procedimento é muito seguro e fiquei tranquila.

Comecei a controlar melhor as porções e distribuir os alimentos ao longo do dia. O balão ajudou muito a lidar com a compulsão alimentar, porque vi que não podia comer muito de uma vez, precisava ingerir pouca comida e mastigar mais.

Foi uma mudança na relação com a comida mesmo. Parei de ver o alimento como uma recompensa ou como inimigo. Deixei de me culpar ao comer algo que não estava na minha dieta. Ter acompanhamento nutricional e psicológico fez toda a diferença para essa mudança de pensamento.

Logo que coloquei o balão, veio a pandemia e fiquei sem praticar exercícios físicos. Não foi fácil manter a dieta, pois quando estamos só dentro de casa queremos beslicar e comer bobagem. Mas eu consegui me planejar melhor e preparar minha própria comida.

Como Emagreci - Isabelle - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Fiz, de fato, uma reeducação alimentar bem equilibrada. Não tirei nada do cardápio, nem carboidratos, nem chocolate, pois acho que não funcionaria nada muito restritivo para mim. Fui criando um novo hábito mesmo, priorizando o consumo de legumes e verduras, ingerindo porções menores e mastigando por mais tempo.

Em setembro de 2020, eu me matriculei no CrossFit, que eu já tinha praticado. Acredito que, para o exercício funcionar, é preciso encontrar algo que você goste de fazer. Não curto musculação e o que me encanta no CrossFit é ser desafiada em todos os treinos. Até hoje treino cinco vezes por semana e é o meu momento no dia de relaxar. Foi, inclusive, graças aos exercícios que as dores que eu sentia melhoraram.

Durante o processo de emagrecimento, coloquei metas pequenas para me desafiar cada vez mais. Saber que muita gente achava impossível eu emagrecer sem cirurgia foi algo que me motivou a não desistir. Cada quilo que eu perdia me animava ainda mais para continuar eliminado peso e hoje me sinto ainda mais confiante!

Tirei o balão em fevereiro de 2021 e os bons hábitos continuaram —pretendo mantê-los para o resto da vida. Ao todo, já emagreci 46 kg. Estou com 88 kg e minha meta é chegar a 84 kg. Bem longe de qualquer padrão estético, mas a saúde que ganhei valeu muito a pena.

Hoje, consigo caminhar sem perder o fôlego, quase não tenho dores e inchaço e consegui diminuir a medicação da fibriomialgia e da artrite. Antes tomava 20 comprimidos e agora são apenas três, fora a melhora no meu sono.

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