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Faz mal à saúde: conheça 6 motivos para não dormir com os cabelos molhados

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Imagem: iStock

Daniel Navas

Colaboração para VivaBem

15/06/2021 04h00

Com a semana corrida, muita gente deixa o banho para o fim do dia, exatamente antes de dormir. Com isso, as madeixas úmidas vão direto para o travesseiro. E como os fios demoram de 3 a 12 horas para secar por completo, dormir com o cabelo molhado pode causar alguns problemas. Conheça os principais:

  • Irritação na pele

Cabelo, couro cabeludo - iStock - iStock
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Para quem tem a pele oleosa e com tendência de desenvolver dermatites, os fios úmidos e abafados podem levar ao surgimento de coceiras e vermelhidão no couro cabeludo.

"O quadro é mais comum no período de inverno, ou em momentos de estresse emocional", afirma Fabiane Brenner Mulinare, coordenadora do Departamento de Cabelos e Unhas da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).

  • Carocinhos no couro cabeludo

Aumentar a umidade dos fios pode favorecer algumas infecções por fungos. Isto porque estes microrganismos encontram no couro cabeludo molhado um ambiente propício para se proliferarem.

"Podem surgir uns nozinhos, que são carunchos, ou seja, são os fungos que acabam contaminando e infectando o fio do cabelo", esclarece Leonardo Maciel, médico dermatologista do HU-UFMA (Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão), ligado à Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e professor de dermatologia da UFMA.

  • Caspa

Dermatites - iStock - iStock
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Assim como no caso da irritação na pele, a maior proliferação de fungos na região do couro cabeludo molhado pode levar ao desenvolvimento da descamação da derme, e como consequência, a caspa aparece.

"O fungo que parece com mais frequência nessa situação é o Malassezia spp. Em situações mais extremas, o quadro pode evoluir e levar até a queda dos fios", alerta Regislaine Miquelin, dermatologista membro da SBD.

  • Fios frágeis

Cabelos fracos, quebradiços, pontas duplas - Thinkstock - Thinkstock
Imagem: Thinkstock

A umidade e o abafamento causados por dormir com o cabelo molhado deixam os fios mais elásticos e, por consequência disto, mais fracos.

Esta é a união perfeita para aumentar as chances do cabelo quebrar por causa do atrito com o travesseiro. E este problema pode acontecer em curto ou médio e longo prazos.

  • Pontas duplas

Woman with hair problems - brittle, damaged, dry, dirty and loss hair concept; cabelo ressecado; pontas duplas - Getty Images/iStockphoto - Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Esta afirmação é um pouco controversa entre os especialistas, já que alguns apontam o uso constante de químicas e secador de cabelo como os únicos causadores dos fios com pontas duplas.

Por outro lado, outros profissionais afirmam que dormir com o cabelo molhado pode, sim, no futuro, levar ao problema. Tudo isto por conta dos fungos —que amam um ambiente úmido— se instalarem no couro cabeludo e permanecerem por ali ao longo de um bom tempo.

"Eles [microrganismos] também podem danificar a estrutura e cutícula do cabelo, o que pode levar a pontas duplas ao longo dos fios", aponta Maciel.

  • Crise respiratória alérgica

Rinite, alergia, nariz escorrendo - iStock - iStock
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Para quem tem rinite ou asma, por exemplo, manter os cabelos molhados antes de dormir ajuda a aumentar as crises. Isto porque as roupas de cama também ficam mais úmidas, o que favorece a proliferação de fungos e ácaros nos tecidos.

Se não tiver como, seque os fios antes de deitar

Mulher usando secador em cabelo ondulado - Getty Images - Getty Images
Imagem: Getty Images

Mas, se ficar muito difícil lavar as madeixas horas antes de dormir, o mais recomendado é partir para o secador, que também requer alguns cuidados.

O principal deles é aplicar um protetor térmico nos fios antes de iniciar a secagem. Além disso, deixe o aparelho a uma distância mínima de 20 centímetros do couro cabeludo e evite usar a temperatura máxima do secador, pois o calor excessivo também é prejudicial.

Fonte adicional: Ludmila Corral, dermatologista e professora voluntária do Hospital Universitário Onofre Lopes da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).

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