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Ela perdeu 26 kg e se livrou de dores e de tomar remédio para pressão alta

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Renata Turbiani

Colaboração para o VivaBem

10/12/2020 04h00

Pesando 100 kg, Cleonice Matte, 36 anos, começou a sentir muito cansaço e ter dor de cabeça. Ao procurar um médico, descobriu que estava com pressão alta. Antes de receitar remédios para tratar a doença, o especialista orientou que a gerente comercial emagrecesse, para ver como seu organismo reagiria. Ela, então, mudou a alimentação, deixou de ser obesa e se "curou" da hipertensão. A seguir, conta como conseguiu:

"Sempre estive acima do peso, desde bebê. Na infância, não cheguei a ser obesa, mas era bem 'cheinha', gorducha. E assim também foi na adolescência e na vida adulta. Nunca me vi magra, e acho que é de família. Eu, meu pai, meus avós... Todos temos os ossos largos, grandes.

Além do biotipo, sou de origem alemã e nasci no Rio Grande do Sul. Então, em casa era churrasco toda semana, com carnes gordas, cafés da manhã superfartos, bastante comida, embutidos aos montes. Com o passar do tempo os ponteiros da balança foram só subindo, ganhei um quilo aqui, outro ali.

Como Emagreci - Cleonice - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Apesar de nunca ter me sentido mal com meu corpo, não ter problemas de autoestima, fiz várias dietas. Cheguei, inclusive, a tomar remédio para perder peso, mas o resultado não foi duradouro. Acho que meu maior problema era comer em proporções e horários errados.

Assim, cheguei aos 100 kg, mas confesso que não percebi logo de cara. Só me dei conta que estava obesa quando as roupas passaram a não servir. Durante muito tempo, não tive nenhum problema de saúde por causa do peso, mas, quando a balança marcou três dígitos, comecei a sentir muito cansaço. Tinha dificuldade para subir escadas, por exemplo, e passei a ter bastante azia e dor de cabeça e nas costas. Eu dormia e acordava com dor.

Um dia, passei por uma dessas campanhas de rua, onde medem a pressão sanguínea, e a minha deu muito alterada. Resolvi procurar um cardiologista. Ele me pediu um monte de exames e ainda tive de usar um aparelho para monitorar a pressão durante 24 horas. O diagnóstico foi de que ela estava realmente alta, com picos à noite.

Como Emagreci - Cleonice - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

O médico me disse que eu poderia ter um infarto e aí me propôs uma mudança na alimentação antes de entrar com os remédios contínuos para controlar a hipertensão. Eu precisava emagrecer com urgência, ou teria de tomar medicamentos para o resto da vida.

Nessa época, conheci o tratamento 5S Estilo de Vida Saudável. Passei por uma consulta e sai de lá com meus objetivos determinados, entre eles cortar sal, açúcar e embutidos e diminuir o consumo de carne. Também segui a recomendação de praticar atividade física.

Não tinha tempo de ir para a academia, mas consegui introduzir caminhadas na minha rotina algumas vezes por semana. Fazia de 40 minutos a uma hora. Para mim isso foi ótimo, porque prefiro estar ao livre. Foi uma motivação a mais.

Iniciei o método em outubro de 2018 e ele durou mais ou menos cinco meses. Eu me dediquei de verdade, digo que foi uma virada de página na minha vida. Consegui atingir todas as metas, perdi peso e medidas no corpo todo de forma rápida e eficaz. E o mais gratificante foi que no segundo mês eu já não tinha mais dor de cabeça e azia e minha pressão estava totalmente sob controle. Podia medir a qualquer hora que estava normal. Minha disposição também voltou, passei a dormir melhor, não acordava mais cansada, desanimada. Fiquei muito mais leve e saudável, não precisei de remédio em nenhum momento.

Como Emagreci - Cleonice - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

O meio do meu tratamento casou com as festas de fim de ano, época em que a gente come mais, tem as confraternizações e os encontros com amigos e parentes, mas nem isso me atrapalhou. Eu me comprometi comigo mesma durante este processo e mantive o foco.

Passei o Natal e o Réveillon com a família, e é sempre uma fartura, mas antes de ir avisei: 'Eu mesma vou cuidar da minha comida, não adianta tentar me convencer do contrário'. Todo mundo entendeu e, inclusive, me ajudou e incentivou a não comer besteiras.

Uma das coisas que fiz durante os meses de tratamento foi diminuir as saídas para comer, algo que eu, meu marido e meu filho fazíamos umas três vezes por semana. Quando íamos para algum restaurante, procurávamos um com opções mais saudáveis.

Não deixei de ir a festas ou na casa de amigos, mas levava marmita. Fazia o mesmo no trabalho. No total, emagreci 26 kg e isso nem foi o mais importante. O principal foi que ganhei saúde, não precisei tomar remédio e aprendi a me alimentar bem. Eu estava acostumada com a vida que tinha, com o excesso de peso, e tive essa oportunidade de mudar. Foi a melhor coisa que aconteceu.

Claro que não foi fácil dizer não para o churrasco, para a lasanha e para os doces de um dia para outro. Mas, aos poucos, a gente vai se acostumando e, a cada nova conquista, a cada meta atingida, ganha ânimo para continuar. O apoio do meu filho e do meu marido também foram fundamentais. Eles não faziam questão de ir a restaurantes que não tinham opções para mim e comiam em casa o mesmo que eu, para me incentivar. Isso tornou tudo muito mais fácil.

Também foi bacana porque inspirei outras pessoas. Comecei a postar os resultados do meu processo nas redes sociais e amigos e parentes passaram a me pedir dicas, receitas, conselhos. É muito gratificante saber que o tratamento impactou não apenas a minha vida, mas a de várias pessoas próximas."