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Começou o inverno: estação aumenta risco de infarto e mais problemas

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Imagem: iStock

Nathalie Ayres

Do VivaBem, em São Paulo

20/06/2020 15h47

Apesar do tempo ameno na maior parte do Brasil, hoje começa oficialmente o inverno no hemisfério Sul, às 18h44. E com a nova estação, geralmente marcada pelo aumento dos dias frios, alguns problemas de saúde se tornam mais comuns. E se engana se estamos falando apenas de gripe, sinusite e outros problemas respiratórios. Estudos mostram que o tempo mais frio aumenta em 30% o risco de ter um infarto, e pode estar relacionado a outras doenças cardiovasculares.

Por isso, VivaBem reuniu as principais doenças ligadas à estação e cuidados que você pode tomar para se cuidar:

1. Infartos e doenças cardiovasculares

Segundo informações do INC (Instituto Nacional de Cardiologia), o inverno costuma aumentar em 30% o risco de infarto. O cardiologista Edmo Gabriel Atique, professor livre-docente na Unilago (União das Faculdades dos Grandes Lagos) e colunista do VivaBem, explica que isso tem uma relação direta com a manutenção da nossa temperatura corporal. "Os vasos sanguíneos, diante da exposição ao frio excessivo, apresentam vasoconstrição generalizada, ou seja, se contraem excessivamente, com redução significativa do fluxo sanguíneo", explica o especialista. Isso sobrecarrega os sistema cardiovascular, aumentando o risco de doenças.

Para reduzir esse risco, é importante lembrar que a nossa temperatura corporal não está ligado apenas aos graus indicados nos termômetros da rua. "A produção de calor pelo corpo, depende diretamente da alimentação regular, uma vez que, durante a digestão e metabolização dos alimentos, ocorre elevação da temperatura corpórea", explica o especialista.

Portanto, quando as temperaturas baixarem, mantenha-se aquecido usando cobertores, aquecedores, bebidas quentes, etc. E não descuide da alimentação. A prática regular de atividade física também podem ser uma aliada da manutenção da temperatura corporal.

2. Alergias

Aqui o problema é muito mais o tempo seco característico desta estação do que o frio em si. Ocorre um ressecamento das mucosas nasais, que têm como função inibir a entrada de poluição, poeira e micróbios no organismo, o que favorece as alergias respiratórias.

Além disso, quando está frio, as pessoas tendem a usar roupas guardadas por um longo período e a passar maior tempo em ambientes fechados, ficando mais expostas a ácaros e outros agentes que geram o problema. Para se prevenir, prefira manter os ambientes de casa ventilados, beba bastante água, evite respirar pela boca e aumente a umidade da casa com panos molhados, baldes com água e umidificadores (mas não abuse desses aparelhos, para que o ambiente não fique úmido demais). Confira mais dicas para evitar alergias respiratórias no inverno.

3. Gripes e outras doenças respiratórias

Apesar de não haver evidências de que exista associação entre a tal da "friagem" e o resfriado, as pessoas realmente ficam mais doentes no inverno. A explicação seria porque os vírus estão mais ativos nessa época do ano e as pessoas tendem a se aglomerar em ambientes fechados, facilitando a transmissão de micro-organismos. Por isso, aqui vale a mesma recomendação das alergias: procure se manter em ambientes arejados.

E aproveite que o frio ainda não chegou para já ir tomando sua vacina contra a gripe, se você ainda não a tomou. De acordo com o Ministério da Saúde, ela demora de 2 a 3 semanas para fazer efeito no sistema imunológico e proteger você de fato contra a doença.

4. Problemas de pele

Com o frio é comum que problemas de pele piorem nesse período: dermatite atópica e psoríase costumam ser agravadas com o ressecamento da pele —os banhos muito quentes o tornam ainda pior, por pois causam a perda da oleosidade natural, diminuindo o manto lipídico responsável pela retenção de umidade cutânea.

A hidratação da pele é o ideal para evitar que lesões se desenvolvam. Evite tomar banhos muito quentes e se ensaboar demais. Após sair do chuveiro, aproveite o vapor pós banho e aplique hidratante. Essa técnica faz com que o creme tenha uma boa aderência à pele. Além disso, dê preferência a sabonetes mais suaves, espumas ou óleos de banho.

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