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Intolerância à lactose? Conheça os sinais para desconfiar do problema

A intolerância à lactose tem sintomas gastrointestinais - Camila Rosa/VivaBem
A intolerância à lactose tem sintomas gastrointestinais Imagem: Camila Rosa/VivaBem

Marcelle Souza

Colaboração para UOL VivaBem

19/02/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Intolerância a lactose causa sintomas gastrointestinais, como diarreia e flatulência
  • Os sintomas podem surgir assim que se consome o leite ou derivado ou algumas horas depois
  • A intolerância é mais comum a partir da adolescência e na vida adulta
  • Não a confunda com a alergia à proteína do leite de vaca, que tem sintomas parecidos, mas outros tratamentos

No mercado, há opções de produtos com versões "sem lactose", indicados para consumidores com intolerância ao leite e derivados. Mas como saber se você precisa mesmo desse tipo de alimento?

A intolerância à lactose é a incapacidade que o corpo tem de digerir um tipo de açúcar (carboidrato) encontrado no leite e em outros produtos lácteos. Isso ocorre pela falta da enzima lactase, que é responsável por quebrar a lactose --por isso o quadro também é conhecido como deficiência de lactase.

Entre os principais sintomas do problema estão:

  • Desconforto e dor abdominal;
  • Cólica;
  • Inchaço;
  • Diarreia;
  • Flatulência;
  • Fezes amolecidas;
  • Náusea (que pode ou não ser acompanhadas de vômito).

"Os sinais podem surgir minutos ou horas depois da ingestão de leite in natura, de seus derivados (queijos, manteiga, creme de leite, leite condensado, requeijão, etc.) ou de alimentos que contêm leite em sua composição (sorvetes, cremes, mingaus, pudins, bolos)", diz Fernanda Maluhy, nutricionista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Eles também variam de acordo com o nível de intolerância, o tipo e a quantidade de alimento ingerido. "Por exemplo: a pessoa pode tolerar uma fatia de queijo ou um iogurte e não tolerar um copo de leite. O queijo e o iogurte são alimentos processados, o que pode diminuir a quantidade da lactose no produto, melhorando a aceitação", explica a médica Virgínia Weffort, presidente do Departamento de Nutrologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).

Alguns fatores podem contribuir para o aparecimento da intolerância à lactose, como idade (já que pode haver uma perda progressiva da capacidade de produção da enzima lactase), etnia (é mais comum em negros, asiáticos, hispânicos e indígenas), nascimento prematuro (esses bebês apresentam menor quantidade de lactase no organismo), além de doenças e lesões intestinais.

Com que idade surgem os sintomas?

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Imagem: iStock
Normalmente a intolerância à lactose costuma aparecer na adolescência ou, em menor frequência, na infância, a partir dos 2 anos de idade. Ela pode ainda pode ser dividida entre a permanente (primária), que é a forma mais comum e não tem cura, e a transitória (secundária), resultante de outras doenças.

A intolerância primária pode ocorrer devido à diminuição natural e progressiva na produção de lactase (enzima que digere a lactose) a partir da adolescência e até o fim da vida (forma mais comum). Já a secundária ocorre devido a algumas doenças, como diarreia, doença celíaca, enterite infecciosa, desnutrição, que provocam alterações na mucosa intestinal (onde é produzida a lactase) e melhora com o tempo.

Intolerância ou alergia?

Muitas pessoas confundem a intolerância à lactose com a alergia ao leite de vaca. Como já dito, na intolerância o problema é com o carboidrato presente no leite, um açúcar chamado lactose, que não é absorvido de forma adequada pelo organismo de algumas pessoas, gerando gases e sintomas de desconforto abdominal. A alergia, por sua vez, ocorre por conta de uma resposta imunológica inesperada à proteína presente no leite de vaca.

"Nesses casos, a proteína ultrapassa a barreira mucosa do intestino delgado e vai para a corrente sanguínea, provocando fenômenos alérgicos variados, como sintomas digestivos (evacuações amolecidas, sangue nas fezes, vômitos, baixo ganho de peso) ou reações em outros aparelhos e sistemas como urticária, eczema ou, em casos mais graves, choque anafilático", diz Weffort.

Como os sintomas dos dois problemas podem ser semelhantes, é importante procurar um médico para a realização de testes e exames específicos para identificar a enfermidade.

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