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Existem quatro subtipos de obesidade, segundo novo estudo

Pesquisadores identificaram quatro grupos diferentes de pessoas com obesidade - iStock
Pesquisadores identificaram quatro grupos diferentes de pessoas com obesidade Imagem: iStock

Do UOL VivaBem, em São Paulo

25/11/2018 16h20

Pesquisadores da Brown University, nos Estados Unidos, encontraram quatro subtipos distintos de obesidade. Descoberta pode fazer com que a doença responda melhor a diferentes abordagens, podendo ser prevenida ou tratada com maior eficácia.

Foram analisados os dados de 2.458 participantes que foram submetidos à cirurgia bariátrica entre 2006 e 2009. Os autores analisaram variáveis psicológicas dos participantes, incluindo padrões alimentares, história de peso e níveis hormonais, juntamente com outros fatores biológicos.

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Após a avaliação, quatro grupos diferentes de pessoas com obesidade foram identificados.

Os do primeiro grupo tinham níveis elevados de açúcar no sangue e baixos níveis de HDL (o colesterol "bom") antes da cirurgia. Além disso, até 98% dos indivíduos dessa turma tinham uma forma de diabetes.

Os do segundo grupo tinham comportamentos alimentares desordenados. Segundo os cientistas, 37% deles tinham compulsão alimentar; 61% relataram sentir falta de controle sobre lanches entre as refeições; 92% disseram que comiam quando não estavam com fome.

O terceiro grupo tinha perfis consistentes de obesidade média. No entanto, eles relataram baixos níveis de desordem alimentar --apenas 7% disseram que comeram na ausência de fome. "Curiosamente, nenhum outro fator distinguiu esse grupo das outras classes", diz Alison Field, principal autora do estudo.

As pessoas do quarto grupo relataram ter recebido diagnósticos de obesidade quando crianças. Em média, esse grupo tinha um IMC (índice de massa corporal) de 32 aos 18 anos. Eles também tiveram a maior média de IMC, de 58, pouco antes da cirurgia. Os indivíduos dos outros grupos tiveram um IMC médio de 45 antes do procedimento.

Novos tratamentos

Analisando os dados dos primeiros três anos após a cirurgia, os pesquisadores notaram que as participantes perderam, em média, 30% de seu peso pré-cirúrgico, enquanto os homens perderam 25%.

Ao diferenciar por grupos, a equipe descobriu que os participantes do segundo e terceiro grupos experimentaram os maiores benefícios da bariátrica.

Especificamente, os participantes que relataram hábitos alimentares desordenados perderam mais peso antes da cirurgia - -s homens, em média, 28,5% e as mulheres, em média, 33,3%.

"Uma das razões pelas quais não tivemos resultados mais fortes no campo da pesquisa sobre obesidade é que estamos classificando todas essas pessoas como iguais", observa Field. "É muito bom que existam algumas estratégias incrivelmente eficazes para prevenir ou tratar a obesidade, mas quando você mistura pacientes de diferentes grupos, isso dilui o efeito".

A obesidade é um importante fator de risco para muitas outras condições de saúde, incluindo diabetes tipo 2, doença cardíaca e vários tipos de câncer. Por isso é importante encontrar uma abordagem terapêutica eficaz.

Segundo Field, o diagnóstico atual é muito amplo e requer diferenciação aprimorada, para que os médicos identifiquem os tratamentos certos individualmente. "Há uma mistura muito variada de pessoas para serem colocadas em um único grupo", diz. "Uma criança que é obesa desde os 5 anos vai ser muito diferente de alguém que ganha peso gradualmente ao longo do tempo e aos 65 anos se torna obesa".

"Precisamos reconhecer essa diversidade, pois isso pode ajudar a desenvolver abordagens mais personalizadas para o tratamento da obesidade", enfatiza.

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