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Como escolher o melhor anticoncepcional para você

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Priscila Carvalho

Do VivaBem, em São Paulo

10/09/2018 04h00

Seja para equilibrar os hormônios, seja para prevenir uma gravidez, os anticoncepcionais estão presentes desde cedo na vida de muitas mulheres. As opções são inúmeras e vão desde a tradicional pílula até métodos mais novos, como Diu Mirena e implante subdérmico. 

Diante de tantas opções, como achar o remédio ideal? Antes de escolher sozinha ou por indicação de alguma amiga, é fundamental conversar com o ginecologista e estudar o anticoncepcional que se adeque a sua rotina. A seguir, listamos fatores importantes para você levar em consideração.

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Pílula

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Esse é o método mais usado no Brasil. Ela pode ser muito eficaz, porém, se você tem um dia a dia sem horários bem definidos, estressante e sempre esquece o momento de tomar o remédio, ele não é o mais indicado. Isso porque, não ingerir o medicamento todos os dias no mesmo horário reduz sua eficácia e aumenta o risco de gravidez. Antibióticos e remédios para epilepsia são agravantes e prejudicam a eficácia do remédio.

Como os hormônios da pílula elevam a chance de formação de placas nas paredes dos vasos sanguíneos, alguns especialistas não recomendam seu uso por mulheres que já tiveram trombose e fumantes, pois o medicamento aumentaria o risco de problemas cardiovasculares. Quem sofre com enxaqueca com aura também deve evitar esse anticoncepcional.

DIU Mirena

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O método tem ação local e uma absorção de progesterona mínima, agindo somente no útero. Ele é indicado para quem tem uma vida muito agitada, não toma remédios em horários regrados e não deseja engravidar pelos próximos cinco anos, pois ele é retirado após esse período.

Mulheres que possuem alterações no útero e sentem muita sensibilização ao fazer exames ginecológicos devem evitar essa opção. Caso a pessoa tenha alguma doença sexualmente transmissível, deve se tratar primeiro antes de colocar o dispositivo, pois se não a doença pode evoluir para o colo do útero.

Implante subdérmico

Também é indicado para quem quer evitar uma gravidez indesejada e não tem o hábito de tomar medicamentos em horários específicos. Ele não causa desconforto e é colocado, normalmente, no braço esquerdo, liberando progestagênio (que imita a progesterona). Geralmente diminui o fluxo menstrual, mas pode provocar escapes, que são pequenos sangramentos fora de época. Deve ser trocado a cada três anos.

Adesivo

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Quem sofre com dermatites ou problemas na pele deve evitar. Isso porque o contraceptivo fica em contato com a pele por uma semana --deve ser trocado semanalmente -- e pode irritar ainda mais a região.

Além disso, ele é contraindicado para pessoas com mais de 90 kg. Motivo: alguns especialistas defendem que a camada de gordura pode "roubar" o hormônio e impedir que ele chegue à corrente sanguínea, o que vai prejudicar a eficácia do método.

Injeção

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Para as esquecidas, ela pode ser uma boa saída, já que precisa ser aplicada mensalmente ou a cada três meses. Porém, se usada por muito tempo, provoca uma disfunção menstrual e a mulher pode menstruar por mais de 20 dias, sem intervalo.

E o novo DIU de prata? 

O método é novidade e ainda pouco difundido entre as mulheres. Ele combina cobre e prata com o intuito de diminuir a oxidação do cobre no organismo --que faz com que algumas mulheres passem a ter mais cólica e aumento do fluxo na menstruação. 

O dispositivo não tem hormônio --os íons de cobre formam uma barreira que dificultam a motilidade dos espermatozoides no útero, impossibilitando a fecundação do óvulo -- e pode ser uma opção para quem o estrógeno é contraindicado (fumantes ou mulheres que tiveram trombose, por exemplo) ou se esquece de tomar medicamentos regularmente.

O DIU de prata é retirado cinco anos após colocado. Logo, não é recomendado para mulheres que querem engravidar antes desse período.

Fontes: André Malavasi, coordenador dos representante da SOGESP (Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo) e membro da diretoria médica de ginecologia do Hospital Pérola Byington; Renata de Camargo Menezes, ginecologista, obstetra e membro das Sociedade Brasileira de Reprodução humana e Reprodução Assistida.

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