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Jogar futebol dos 55 aos 70 anos fortalece ossos de quem tem pré-diabetes

Pacientes com pré-diabetes têm maior prevalência de fraturas ósseas e futebol pode ajudar na prevenção  - iStock
Pacientes com pré-diabetes têm maior prevalência de fraturas ósseas e futebol pode ajudar na prevenção Imagem: iStock

VivaBem, em São Paulo

28/07/2018 11h29

A Copa do Mundo pode ter acabado faz um tempo, mas ainda há muito motivo para manter o futebol em sua vida. Um novo estudo, publicado no periódico científico Scandinavian Journal of Medicine and Science in Sports, revelou efeitos positivos sobre a saúde óssea entre homens e mulheres de meia-idade ou idosos diagnosticados com pré-diabetes.

A descoberta pode soar muito específica, mas é importante para quem se enquadra no perfil. Isso porque pacientes com pré-diabetes ou diabetes tipo 2 têm maior prevalência de fraturas ósseas e osteopenia (quando o corpo não produz um novo osso tão rápido quanto reabsorve o antigo).

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“Nossos resultados mostram que o futebol e a orientação alimentar são realmente um combo eficaz para melhorar a saúde óssea dessas pessoas, alcançando efeitos positivos significativos nas pernas e locais femorais, que são clinicamente importantes. O futebol é um treinamento que estimula a formação normal do tecido ósseo”, afirmou Magni Mohr, líder do projeto e professor na Universidade do Sul da Dinamarca.

Como foi feita a pesquisa?

Para análise, foram aplicados testes que avaliaram a saúde óssea inicial de cada um dos 50 voluntários, além de exames de sangue para determinar os níveis de substâncias que trabalham com a renovação e formação óssea.

Todos os participantes tinham pré-diabetes, e três quartos deles tinham ossos fracos, com problemas de osteoporose (quando os ossos se tornam frágeis e quebradiços) ou osteopenia nas pernas.

Porém, após 16 semanas de treinamento, quando os voluntários bateram bola duas vezes por semana em aulas de uma hora, os cientistas mostraram aumentos em produções do organismo que combatem a fraqueza nos ossos.

Cientificamente falando, foram registradas melhoras como o aumento de 3,2% de conteúdo mineral ósseo do colo femoral, 2,5% no eixo femoral, bem como 32g no conteúdo mineral ósseo. A osteocalina no plasma (responsável pela mineralização de cálcio) teve um aumento de 23%, enquanto a P1NP (que é proporcional à quantidade de colágeno novo depositado durante a formação óssea) foi de 52%.

"O futebol é um esporte multiuso que combina força, resistência e treinamento intervalado de alta intensidade, e isso o torna uma boa ferramenta para a prevenção e tratamento do diabetes tipo 2 e doenças ósseas", diz Peter Krustrup, professor de ciências esportivas e da saúde que também participou do estudo. 

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