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Jejum intermitente emagrece e melhora pressão arterial, aponta estudo

Jejum intermitente ajuda na perda de peso, mas também há outras dietas eficientes - Getty Images
Jejum intermitente ajuda na perda de peso, mas também há outras dietas eficientes Imagem: Getty Images

Do VivaBem, em São Paulo

19/06/2018 14h50

Com cada vez mais adeptos, o jejum intermitente é uma dieta que ainda gera muita discussão entre os cientistas --e por isso tem sido bastante estudada. Uma pesquisa da Universidade de Cornell (EUA), publicada no periódico Nutrition and Healthy Aging, mostra que além de ajudar na perda de peso, ficar sem comer por até 16 horas melhora a pressão arterial.

Para estudar o efeito deste tipo de dieta, a equipe acompanhou, durante 12 semanas, 23 voluntários obesos que tinham uma idade média de 45 anos e índice IMC (Índice de Massa Corporal) 35.

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Entre as 10h e as 18h, os pacientes podiam comer qualquer tipo e quantidade de comida que desejassem, mas nas 16 horas restantes só podiam beber água ou bebidas sem calorias --chá, café e suco de limão sem açúcar ou adoçante, por exemplo. 

Quando comparados a um grupo de um estudo anterior de perda de peso em um tipo diferente de jejum, os pesquisadores descobriram que aqueles que tinham de ficar 16 horas sem se alimentar consumiram menos calorias, emagreceram e melhoraram a pressão arterial.

Em média, os participantes que consumiram cerca de 350 calorias a menos perderam 3% do seu peso corporal e viram a sua pressão arterial sistólica diminuir. Todas as outras medidas, incluindo massa gorda, resistência à insulina e colesterol, foram semelhantes ao grupo controle.

"A mensagem desse estudo é que existem opções para perda de peso que não incluem a contagem de calorias ou a eliminação de certos alimentos", disse Krista Varady, um dos autores do trabalho.

Vale lembrar que, embora o jejum intermitente ajude na perda de peso, há outras dietas eficientes para emagrecer em que você não precisa ficar muitas horas sem comer --o que nem sempre é fácil de fazer ou manter para a vida toda. O ideal é sempre procurar orientação de um nutricionista para definir qual o melhor método para você.

Fazer jejum intermitente é seguro?

Se você está grávida, amamentando, é diabético ou tem uma condição que exige que fique atento aos níveis de açúcar no sangue, melhor evitar esse tipo de dieta.

Além disso, alguns grupos de pessoas correm maior risco de efeitos negativos associados ao jejum, que podem incluir dores de cabeça, tonturas e incapacidade de concentração.

Os grupos vulneráveis normalmente incluem idosos, jovens (menores de 18 anos), aqueles que estão sob medicação, aqueles com baixo índice de massa corporal (IMC) e quem tem problemas emocionais ou psicológicos envolvendo alimentos, incluindo qualquer história de distúrbios alimentares.

Vale ou não vale fazer?

Em uma pesquisa realizada em 2011, cientistas estudaram 107 mulheres que estavam com sobrepeso ou eram obesas. Metade delas fez a dieta de jejum intermitente 5 por 2 e metade seguiu uma dieta com baixas calorias.

Após seis meses, ambos os grupos haviam perdido peso, mas as mulheres que fizeram jejum perderam um pouco mais (cerca de 6kg) e tiveram melhor redução de circunferência abdominal. Além disso, quem fez o jejum reteve mais músculo e teve melhoras na regulação do açúcar no sangue.

Em uma entrevista ao jornal The New York Times, o autor do estudo Mark Mattson comparou o jejum intermitente à prática de exercício físico. Ambos causam estresse e inflamações, mas protegem o corpo de doenças crônicas em longo prazo. “Comer frutas e vegetais também tem efeito similar. Enquanto altas doses de antioxidantes podem causar câncer em humanos, quantidades moderadas podem tornar as células mais resilientes”, disse.

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