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Muita cólica, inchaço e dor no sexo? Pode ser endometriose; conheça doença

A endometriose pode não ter cura definitiva, mas tem controle, não deve ser vista como algo muito grave - iStock
A endometriose pode não ter cura definitiva, mas tem controle, não deve ser vista como algo muito grave Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

08/05/2018 12h46

Ao marcar um ginecologista por intensas cólicas menstruais, dor na barriga, dificuldade para engravidar e até dor durante o sexo, fique alerta, pode ser sinal de endometriose. A doença é comum, mas não é preciso entrar desespero, basta buscar acompanhamento médico e tratamento.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que quase 180 milhões de mulheres enfrentem a endometriose no mundo. Só no Brasil são sete milhões com o problema, algo como uma a cada dez mulheres em idade reprodutiva.

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O que é a endometriose?

A endometriose ocorre quando o tecido uterino (endométrio), que descama normalmente durante a menstruação, cresce em outros lugares fora do útero, como no abdômen, nos ovários, na bexiga e no intestino. Isso causa uma reação inflamatória e, como os implantes são vascularizados, causam muita dor.

Por que algumas mulheres desenvolvem a doença e outras não?

Existe um fator imunológico e outro genético, mas ninguém descobriu quais são eles exatamente. Assim, o problema se apresenta de formas diferentes em cada mulher, podendo ser mais ou menos agressivo. A endometriose é vista como a doença da mulher moderna, que adquiriu várias funções e aumentou muito sua taxa de estresse –diretamente envolvido com a imunidade.

Quais os sintomas?

A endometriose é caracterizada por dor pélvica crônica (período maior que seis meses) e cólica menstrual mais intensa que o normal. Mas também são relatados incômodos fortes ao evacuar e ao ter relações sexuais, inchaço abdominal e dificuldade para engravidar. Contudo, como os sintomas geralmente se manifestam na pelve, é difícil apontar onde dói especificamente. Em alguns casos, a doença pode até ser assintomática, e a mulher a descobre em exames de rotina.

Como é feito o diagnóstico?

O médico percebe com ajuda de sintomas gerais, histórico familiar (principalmente mãe ou irmã), exames laboratoriais (marcador tumoral) e principalmente ressonância ou ultrassom. Entretanto, os exames radiológicos apenas sugerem a existência da doença, não confirmam o caso. O diagnóstico definitivo é a videolaparoscopia (pequena cirurgia que ajuda o médico a enxergar os locais afetados).

Como funciona o tratamento?

Em casos simples, em que há uma pequena lesão e pouca alteração, são indicados medicamentos que melhoram a qualidade de vida da mulher, como anti-inflamatório, analgésico e anticoncepcionais hormonais, que interrompem o ciclo menstrual de forma contínua.

Nos casos moderados ou graves, a indicação é cirúrgica para retirar os focos de endometriose. No entanto, para conseguir que a remoção seja bem-sucedida, os médicos precisam ter um bom diagnóstico do problema. A partir das queixas típicas da doença, cabe ao especialista solicitar exames mais sofisticados do que aqueles de rotina, como Papanicolau.

Tem cura ou não?

Ainda que não exista um consenso de que há cura para a doença, médicos afirmam que a endometriose só retorna após a cirurgia quando não foi possível retirar todos os focos. O que não quer dizer que o profissional foi incapaz. Muitas vezes o tratamento é feito em duas etapas: a primeira cirurgia para tirar os focos e uma segunda para ver se restou algo.

De qualquer forma, é bom ressaltar que a endometriose pode não ter cura definitiva, mas tem controle, não deve ser vista como algo muito grave. É uma doença benigna com comportamento maligno e pode ser facilmente controlada.

Fonte: Marcos Tcherniakovsky, ginecologista especialista em endometriose na EndoGenics, Flávia Fairbanks, ginecologista especialista em endometriose pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, consultados em matéria do dia 23/02/2017. Além de Arnaldo Cambiaghi, diretor do Centro de Reprodução Humana do IPGO, Rosa Maria Neme, ginecologista diretora do Centro de Endometriose São Paulo, e Fábio Ohara, especialista em endoscopia ginecológica pela Febrasgo, em reportagem do dia 16/02/2018.

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