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Cientistas criam implante que consegue impedir cegueira relacionada à idade

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Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

07/04/2018 12h28

Um novo implante de retina pode ser útil no tratamento da degeneração macular relacionada à idade não neovascular (DMRI), doença degenerativa da retina que causa perda rápida da visão central, sendo a principal causa de cegueira em pessoas acima de 50 anos nos países desenvolvidos.

Atualmente, ainda não existe terapia para os estágios avançados da DMRI, mas uma equipe de pesquisa liderada por Amir Kashani, professor assistente de oftalmologia clínica na Universidade do Sul da Califórnia (USC), espera mudar isso.

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A DMRI provavelmente começa com a quebra de células em uma membrana no olho chamada epitélio pigmentar da retina. Kashani e sua equipe projetaram um implante para imitar a função dessa membrana. Ele se encaixa na retina e é feito de células-tronco embrionárias humanas colocadas em um material base.

A equipe já havia testado uma versão do implante em roedores com sucesso. O passo seguinte foi colocá-lo em quatro pessoas com DMRI avançada, que foram monitoradas por um período de até 12 meses.

De acordo com o estudo, publicado no Science Translational Medicine, nenhum dos participantes teve qualquer efeito colateral negativo ou grave causado pelo implante de retina, muito menos perda de visão ao longo do estudo. Um deles, inclusive, "demonstrou uma melhoria observável" em sua visão.

Quando a equipe avaliou os pacientes no pós-operatório, percebeu que as células-tronco se misturaram ao tecido existente. Ou seja, as retinas pareciam estar recuperando seu epitélio pigmentar, o que é um bom sinal.

Apesar de ter sido uma amostra bem pequena, os resultados foram promissores. Portanto, o próximo passo dos pesquisadores é testar o implante em um grupo maior. Se funcionar da maneira que os pesquisadores esperam, a ideia é mudar a vida de idosos com dificuldades visuais. 

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