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Cientistas evitam perda auditiva e restauram a visão de ratos cegos

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Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

08/03/2018 18h26

A ciência está atrás de alternativas para tornar a cegueira coisa do passado. Tanto que cientistas conseguiram restaurar a visão de três camundongos cegos implantando pequenas próteses de fotorreceptores de ouro nos olhos desses animais.

Apesar de ter sido realizada apenas em ratos até o momento, o trabalho traz alguma esperança para pessoas com doenças degenerativas dos olhos, como retinite pigmentosa ou degeneração macular.

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Especialistas da Universidade Fudan, localizada em Xangai (China), conseguiram desenvolver nanofios de dióxido de titânio revestidos com nanopartículas de ouro que funcionam exatamente como os fotorreceptores naturais do olho, conforme descrito na última edição da revista Nature Communications.

Os nanofios revestidos de ouro ficaram no lugar das células fotorreceptoras de haste e cone na parte traseira de retinas de ratos cegos. Quando a luz atinge essas nanopartículas artificiais, ela gera uma pequena tensão, provocando uma resposta dos neurônios no sistema visual, assim como seria normal acontecer.

O bom dessa técnica é que não requer gadgets microeletrônicos adicionais para fazer seu trabalho, ao contrário da maioria das próteses oculares atuais. "Alguns dos olhos implantados atingiram o mesmo nível de [reflexo da luz pupilar] que em camundongos de tipo selvagem, indicando a recuperação da sensibilidade da luz em múltiplas cores", observam os autores do estudo.

Embora os ratos ainda não possam ver em cores, os pesquisadores acreditam que será possível obter uma visão colorida se desenvolverem nanofios sensíveis a cores específicas. Os animais também pareceram tolerar o tratamento bem, mostrando pouco desconforto. Um outro estudo, de 2016, já havia conseguido restaurar a visão de ratos cegos utilizando o CRISPR, um método que corta fios de DNA e os substitui por material genético novo.

Perda auditiva também é evitada em ratos

Um outro estudo, publicado no Journal of Experimental Medicine, observou que a inibição de uma enzima teria o potencial de salvar nossa audição. Nele, descobriu-se que a inibição da quinase 2 dependente de ciclina (CDK2) protegeu roedores da perda auditiva relacionada ao ruído e ao fármaco, evitando a morte de células auditivas internas.

Se for comprovado que os inibidores de CDK2 possuem efeito em humanos, seria um tratamento efetivo para este propósito bastante significativo, pois não existem medicamentos atualmente aprovados pela FDA (Food  and  Drug  Administration) para tratar a perda auditiva.

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