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Dieta exagerada em proteína pode levar à formação de células tumorais

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Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

06/02/2018 12h21

O aumento na ingestão de proteínas é um hábito muito comum de pessoas que começam a praticar atividade física ou que querem emagrecer. Várias dietas populares, como Dukan e Atkins, preconizam o consumo do nutriente encontrado em carnes e ovos em detrimento dos carboidratos, o que tende a causar um desequilíbrio nutricional.

Um novo estudo realizado pelo Laboratório de Nutrição e Metabolismo da Atividade Motora da Escola de Educação Física e Esporte da USP descobriu que a sobrecarga proteica no intestino pode levar à formação de células tumorais e, potencialmente, ao câncer do colón de intestino.

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Os resultados desse trabalho estão descritos em um compilado de 83 pesquisas realizadas desde 2013 e foram publicados na Nutrire, publicação da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição.

De acordo com o professor Antonio Herbert Lancha Jr, que foi um dos orientadores do trabalho, o excesso de proteína na alimentação provoca uma sobrecarga na capacidade digestiva, o que leva ao acúmulo de proteínas intactas no intestino. Isso causa modificações nas bactérias intestinais, que passam a produzir gases também alterados. Esses gases geram respostas inflamatórias do intestino, o que pode evoluir para a superexposição do órgão a situações de risco e a modificações cancerígenas.

Lancha Jr. explica que a quantidade recomendada de ingestão diária de proteína para uma pessoa é de, no máximo, 2 gramas por quilo de peso corporal. Ou seja, uma pessoa com 70 kg, por exemplo, deve ingerir cerca de 140 g de proteínas ao dia. 

Outra conclusão do estudo relaciona atividade física a uma maior proteção intestinal. “O exercício leva a uma mudança positiva da população bacteriana no órgão, fazendo com os processos inflamatórios sejam de menor duração e em menor escala. Isso não quer dizer que as lesões e inflamações deixem de acontecer, apenas que a reparação das células acontecem de forma mais acelerada”, afirma o docente.

Ele acrescenta que essa proteção permanece somente enquanto a pessoa for ativa --ou seja, você a perde a partir do momento em que se torna sedentário. 

Até agora, a maioria dos estudos conduzidos pelo grupo foi feita em animais e a perspectiva é ampliar as pesquisas com humanos. 

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