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Distúrbios no sono aparecem antes da perda de memória em quem tem Alzheimer

Getty Images
Imagem: Getty Images

Do VivaBem, em São Paulo

30/01/2018 18h43

É sempre um desafio descobrir quais são os primeiros sinais do Alzheimer. Muitas vezes, quando percebemos a doença, ela já está em um estágio avançado e a falta de memória é seu principal sintoma. Agora, uma nova pesquisa da Washington University School of Medicine em St. Louis, nos Estados Unidos, indica que distúrbios no ritmo circadiano, como alterações no sono, ocorrem em pessoas cujas memórias estão intactas, mas que em varreduras cerebrais mostram evidências de Alzheimer.

Isso é importante porque o dano de Alzheimer pode ocorrer no cérebro de 15 a 20 anos antes de os sintomas clínicos aparecerem. A pesquisa foi publicada na revista Jama Neurology.

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"As pessoas no estudo não estavam privadas de sono", explicou o primeiro autor da pesquisa, Erik S. Musiek. "Mas seu sono tendia a ser fragmentado. E adormecer por oito horas à noite é muito diferente de ter oito horas de sono fragmentado durante o dia".

Os pesquisadores também realizaram um estudo separado em camundongos, que será publicado no Journal of Experimental Medicine, mostrando que as rupturas circadianas similares aceleram o desenvolvimento de placas amilóides no cérebro, que estão ligadas à doença de Alzheimer.

Estudos anteriores feitos na Universidade de Washington, tanto em pessoas quanto em animais, descobriram que os níveis de amilóide flutuam de maneira previsível durante o dia e a noite, mas diminuem durante o sono. Diversos estudos mostraram que os níveis aumentam quando o sono é interrompido ou quando as pessoas não têm um sono profundo suficiente, de acordo com pesquisas do autor sênior, Yo-El Ju.

Neste novo estudo, descobrimos que as pessoas com Alzheimer, mesmo antes de apresentar sintomas, tiveram mais períodos de sono durante o dia e mais períodos de atividade à noite" Ju, professor assistente de neurologia

E agora?

Tanto a Musiek quanto o Ju disseram que é muito cedo para responder a questão se os ritmos circadianos perturbados significam risco para a doença de Alzheimer ou se as alterações relacionadas ao Alzheimer no cérebro perturbam os ritmos circadianos. "No mínimo, essas rupturas podem servir como biomarcadores para doenças pré-clínicas", afirmou Ju.

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