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Cigarro e má alimentação aumentam riscos de câncer no estômago

Fernando Maia/UOL
Imagem: Fernando Maia/UOL

Maria Júlia Marques e Thamires Andrade

Do VivaBem, em São Paulo

12/12/2017 20h10

O funkeiro Mr. Catra confirmou nesta terça-feira (12) que está com câncer no estômago e que vai operar em janeiro. De acordo como Inca (Instituto Nacional de Câncer), o tipo de câncer é o terceiro de maior incidência entre os homens.

“Não me abalei [quando soube do câncer] e até hoje não me abala. A doença parecia sinistra, mas vi que tem coisas piores do que isso. Não me assustou porque hoje a ciência está muito avançada. Me assustaria se fosse há 10 anos. Hoje em dia tem gente com leucemia que se cura”, declarou durante uma coletiva.

O câncer acontece quando alguma célula sofre mutação e começa a se multiplicar de maneira errada, dando origem a um tumor, que nada mais é do que uma multiplicação desordenada de células anormais.

Quais os sintomas?

"Faz 11 meses que eu soube da doença, desde então venho me tratando. Só descobri porque estava sentindo uma azia. Fui fazer o check up e o oncologista me chamou para contar sobre a doença”, explicou Catra.

Os sintomas da doença podem passar despercebidos, alguns tumores são assintomáticos, mas também é possível confundir os incômodos com mal-estar ou estresse. O paciente pode sentir perda de apetite, indigestão, queimação na boa do estômago, como uma azia constante, além de perda de peso, dificuldade para engolir e vômito.

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Como muitos dos sintomas não parecem indicar uma doença grave, muitos pacientes demoram para ter um diagnóstico. Cerca de 80% dos casos de câncer de estômago no Brasil são descobertos em um estágio avançado, dificultando o tratamento.

Quais são os fatores de risco?

Em sua entrevista, o funkeiro afirmou que a “alimentação errada, muita noite de sono perdida, loucura e cachaça” foram os responsáveis pela doença.

Os médicos afirmam que, em casos de câncer no estômago, hábitos alimentares ruins (com muitos alimentos embutidos ou malconservados) e uso de cigarro são os fatores que aumentam os riscos. Juntar obesidade e falta de atividade física ao histórico do paciente também aumenta as chances do câncer.

Além disso, parte desses tumores não são hereditários e surgem sem uma causa aparente, sendo que a incidência da doença é maior em pessoas acima dos 50 anos.

Como é o tratamento?

O funkeiro Mr Catra lança projeto de samba no bar Vila Seu Justino, na Vila Madalena - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação
É possível identificar o câncer no estômago com um exame simples de endoscopia –o resultado pode demorar de três a sete dias para ser obtido. Confirmando o diagnóstico é preciso saber o tamanho do tumor, onde se localiza e se células cancerígenas se espalharam, para indicar um tratamento adequado.

Caso a doença esteja em um estágio inicial, a abordagem pode ser uma raspagem no estômago ou uma cirurgia para retirada do tumor. No entanto, se o tumor estiver um pouco mais enraizado, além da cirurgia para retirá-lo, será preciso fazer quimioterapia ou radioterapia.

“Já foram dez quimios até agora. Estou chegando no nono mês de tratamento e faltam duas sessões de quimio. Depois vou operar no começo de janeiro”, explicou o cantor.

De acordo com oncologistas, em alguns casos é importante fazer quimioterapia antes e depois da retirada do tumor para garantir o extermínio das células do tumor que escaparam pela corrente sanguínea e podem se alojar em outras partes do corpo. É uma medida para prevenir e garantir a cura do paciente.

Para afirmar que o paciente está curado completamente é preciso esperar até o último tratamento possível e a partir daquela data contar cinco anos, se não houver recorrência do câncer, há 98% de chance de cura. Antes deste processo todo não é possível confirmar.

Em sua última internação, Catra contou que precisou ir ao hospital por ter problemas no pâncreas e sinusite. Os médicos afirmam que não há relação clara entre estas doenças e o câncer no estômago.

Fontes Consultadas: Renata D'Alpino, oncologista do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, e Robson Moura, cancerologista e Presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia. Renata Arakelian, oncologista do CPO (Centro Paulista de Oncologia) e Auro Del Giglio, oncologista do HCor (Hospital do Coração), consultados em matéria do dia 17/08/2017.

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