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Não cuidar dos seus dentes pode causar infarto e problemas no pulmão e rins

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Gabriela Ingrid

Do UOL

23/11/2017 17h19

A boca é o único órgão que é interno e externo. Além de receber com frequência alimentos e objetos (garfos, garrafinhas e canetas), é úmida e quente por causa da saliva, ou seja, o lugar perfeito para abrigar cerca de seis bilhões de bactérias. Enquanto algumas são responsáveis pela digestão dos alimentos, outras são extremamente perigosas e agressivas e podem causar infecções, caso o corpo esteja vulnerável. Se não tratada, uma infecção no dente pode se tornar algo mais grave, como foi o caso da modelo Renata Banhara ou do ex-vocalista do grupo Dominó Ricardo Bueno.

“Se você cuida bem da sua boca, tem uma seleção maior de bactérias benéficas”, diz Danillo Guimarães, odontologista especializado em periodontia pela UFU (Universidade Federal de Uberlândia), membro da SucessOdonto Prime. “Mas se você não escova os dentes, não passa fio dental ou não vai com frequência ao dentista, cria-se um ambiente favorável as bactérias malignas, que se proliferam e podem formar um foco infeccioso.”

No caso de Banhara, uma bactéria que se alojou em seus dentes após o tratamento de canal se espalhou para os seios da face e chegou ao cérebro. Mas não são apenas procedimentos nos dentes que causam infecções. Feridas não tratadas, má higiene, tabagismo e até genética podem facilitar a proliferação das bactérias malignas. Em Bueno, por exemplo, um abcesso dentário (acúmulo de pus causado por uma infecção no dente ou gengiva) causou uma infecção generalizada mortal.

Uma gengiva inflamada, um problema periodontal [do tecido de sustentação dos dentes] também podem levar a uma infecção mais séria. "Por meio da corrente sanguínea, essas bactérias podem ir para onde quiserem”, diz Guimarães. “Mas os locais mais comuns em que elas se alojam são no coração, pulmão e rins.”

Infecções costumam ser silenciosas

Dente ruim/ Cárie/ Doença bucal - iStock - iStock
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Em grande parte dos casos de infecções iniciadas na boca, o corpo não emite sinais de alerta. “A maioria das doenças dentárias é silenciosa”, diz Guimarães. Geralmente, os sintomas só aparecem quando a infecção já está mais forte, mas, segundo ele, é bom ficar de olho em gengiva inchada, avermelhada ou brilhante demais, que são sinais de gengivite, em sangramentos durante a escovação ou mastigação, e no acúmulo de placa bacteriana e tártaro.

As placas são nutrientes para essas bactérias, que perfuram a gengiva (causando sangramento) e fazem buracos nos dentes (a famosa cárie), local onde continuam se reproduzindo. “A placa ou cárie são facilmente tratadas com limpeza ou restauração do buraquinho”, diz Marcelo Kyrillos, cirurgião-dentista e diretor do Grupo Ateliê Oral.

Mas se o indivíduo não for ao dentista, essas feridas deixam de ser superficiais e começam a atingir o osso ou a parte interna do dente. “Quando a bactéria atinge o nervo, ou causa uma dor forte ou necrosa o próprio nervo, fazendo com que a pessoa não sinta nada. É justamente essa necrose que gera o abcesso”, explica Kyrillos.

Um problema comum decorrente de infecções graves na cavidade bucal é a colonização por bactérias de válvulas cardíacas e outras partes do coração --chamado de endocardite bacteriana. “Cerca de 40% dos casos dessa doença são causados por bactérias da boca”, diz Guimarães. “Talvez por condição genética ou um pequeno defeito no coração, cria-se um pequeno espaço nessas válvulas. Quando as bactérias ruins que circulam no sangue param lá, formam uma colônia e podem causar um infarto.”

Imunidade boa pode evitar infecção mais grave

Ir ao dentista - iStock - iStock
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Se a pessoa tem uma resistência boa, essas infecções mais leves ficam restritas à boca. Mas se ela estiver com a imunidade baixa, o corpo fica mais suscetível a problemas mais graves.

O tratamento, claro, é com antibiótico, para tratar a infecção, e depois o dentista cuida da causa, que é a placa ou o ferimento.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda a ida ao dentista ao menos uma vez por ano. Nas consultas, o profissional deve fazer higienização dos dentes, verificar se há fratura, cárie e inflamação na boca, e fazer radiografias em caso de maiores suspeitas.

“A boca faz parte do contexto geral do corpo, mas ninguém liga para ela, talvez por não saberem que ela é um foco gigantesco de bactérias”, diz Guimarães. “Escovação e fio dental todos os dias são essenciais. E não deixe de visitar o dentista.”

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