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Magra e zen: 3 terapias que diminuem o estresse e podem ajudar a emagrecer

Jogue o estresse para lá e emagreça com essas dicas - Getty Images
Jogue o estresse para lá e emagreça com essas dicas
Imagem: Getty Images

Gabriela Guimar?es e Marina Oliveira

Colabora??o para o UOL

08/07/2017 04h10

O estresse aumenta a vontade de consumir alimentos ricos em açúcar e gorduras, que geram conforto imediato, por ativar o sistema de recompensa do cérebro. A afirmação é da endocrinologista Maria Edna de Melo, presidente da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica). Partindo desse pressuposto, qualquer terapia que ajude a conter a instabilidade emocional será positiva no emagrecimento.

Pessoas que sofrem de estresse e ansie­dade exacerbada também com­em rapidamente, o que colabora no ganho de peso. Afinal, o cérebro precisa de cerca de 20 minutos a part­ir do começo da alimentação para enviar o sinal de saciedade ao corpo. “Ao comer rápido, a tendência é que elas acabem ingerindo mu­ito mais do que precisam”, explica o psicólogo Gabriel Monteiro, especializado em gestão do estresse, diagnóstico e tratamento da ansiedade pela Harvard Medical School.

“O estresse ainda libera dois hormônios na co­rrente sanguínea, a adrenalina e o corti­sol, que dificultam a queima calórica”, explica a endocrinologista Maria Fernanda Barca, doutora em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Este último hormônio, em níveis elevad­os, prejudica a fu­nção da tireoide e também desequilibra as reservas de açúcares no corpo, além de aumentar a concentraç­ão de gordura abdomi­nal. 

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Mas a expectativa em relação às terapias deve ser realista, diz a presidente da Abeso. Ou seja, qualquer que seja a prática, precisa estar aliada a uma baixa ingestão calórica e a exercícios físicos regulares. A seguir, conheça algumas técnicas indicadas pelos especialistas consultados.

Reiki

Uma pesquisa de 2013, conduzida pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), com idosos apresentando sintomas de estresse, mostrou que o reiki melhorou a qualidade de vida dessas pessoas. Nessa prática, o terapeuta reikiano coloca as mãos sobre o cliente, para estabilizar os centros de energia do corpo. “O tratamento ajuda a recuperar o equilíbrio emocional, a harmonia interior, traz um profundo relaxamento, melhora o sono e reforça o sistema imunológico”, diz a psicóloga e reikiana Adriana Gandini Pezzuol. “Para colaborar com o emagrecimento, recomenda-se a aplicação sobre o chacra [ponto energético] do pescoço --para regular as glândulas que atuam no sistema endócrino--, e também no chacra básico [na base da coluna] --para trazer motivação, força e energia na realização das atividades físicas”, explica Adriana.

Acupuntura

A prática milenar de origem chinesa consiste em introduzir agulhas finíssimas em pontos predeterminados do corpo. Cada ponto se relaciona com órgãos e emoções. A técnica é indicada para tratar ansiedade, depressão, pressão alta e insônia. “A acupuntura ajuda a acelerar o metabolismo do indivíduo, a regularizar os hormônios, além de controlar as emoções que levam à compulsão alimentar”, diz a médica Márcia Lika Yamamura, diretora científica do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura e professora da Unifesp. A técnica é contraindicada para pessoas com lesões na pele, muita sensibilidade ou que tenham medo de agulhas.

Ioga

A prática melhora a postura, fortalece a musculatura e também trabalha técnicas de respiração e meditação, que ajudam a controlar o estresse e a ansiedade. “A meditação tem o objetivo de liberar a mente dos pensamentos futuros para mantê-la focada no presente”, diz Gabriel Monteiro. “A ioga vai ajudar o aluno a conectar-se novamente com ele mesmo, para que não seja necessário usar o alimento como um calmante ou um alívio para as angústias. Quando estamos com a mente equilibrada, ficamos mais atentos aos cuidados conosco mesmos”, garante Tatiane Fernandes, proprietária e professora do Shanti Yoga Studio, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

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