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5 estudos científicos mostram como a maternidade é mesmo fantástica

Até a ciência prova que mãe é uma das coisas mais importantes deste mundo - iStock
Até a ciência prova que mãe é uma das coisas mais importantes deste mundo Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

13/05/2018 12h12

Não há como negar que a ligação entre mães e filhos é muito forte e especial. Além do que todos sabemos, como o fato que saímos da barriga de nossas mães e herdamos coisa delas, a ciência já descobriu outros fatos fascinantes sobre este vínculo único maternal em nível biológico.

Veja estudos importantes sobre a ligação materna em uma lista selecionada pelo site Vox.

A ciência da gravidez:

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    A mãe pode ter células do filho no cérebro (e isso afasta o Alzheimer)

    Durante a gestação, a placenta liga a mãe ao feto, permitindo que os nutrientes ?andem? entre mãe e bebê. O órgão é construído a partir de células de ambos, e as células podem migrar através dele, acabando por se multiplicar por anos no corpo do outro.

    Por essa razão, estima-se que 50% das mães tenham células de seus filhos dentro delas - na maioria das vezes inseridas em sua pele e em órgãos como pulmões, fígado e rins. As células de uma mãe também podem acabar em seu filho, mas é menos comum.

    Curiosamente, um estudo publicado no periódico PLOS descobriu que as células de uma criança podem migrar até o cérebro da mãe, e aquelas com mais dessas células têm taxas mais baixas de Alzheimer.

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    O abraço da mãe melhora a saúde de um prematuro

    Adorar uma prática apelidada de canguru, quando a mãe segurar o filho prematuro perto do seu peito por algumas horas por dia, traz benefícios para saúde do recém-nascido.

    Novos estudos, publicados no jornal Pediatrics ou feitos pela Universidade McGill, no Canadá, mostram que dar esse abraço ajuda o neném a ganhar peso mais rápido, ser mais resistente a infecções e hipotermia e sentir menos dor durante procedimentos desconfortáveis, se comparada com o método de deixar o prematuro em incubadora.

    Ainda não se sabe como o contato proporciona esses benefícios, mas eles ocorrem quando o bebê está nu e fica diretamente contra a pele nua da mãe (do pai também funciona).

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    A saliva da mãe pode deixar o neném mais forte

    Você está com a criança no colo e ela derruba a chupeta. Vendo que não tem ninguém por perto, você pega a chupeta, chupa você mesma para dar uma limpadinha e devolve para seu filho.

    Pode parecer uma cena nojenta e até um pouco grosseira? Pode. Mas os dias de julgamento para quem faz isso acabaram.

    Uma pesquisa, publicada na revista científica American Academy of Pediatrics, mostrou que mães com este hábito têm filhos com taxas significativamente mais baixas de alergias, asma, dermatite e outras doenças autoimunes.

    Compartilhar cuspe pode ser uma maneira de expor o bebê a alguns micróbios cruciais. Deixar o neném em ambiente muito limpo impede que seu sistema imunológico aprenda a diferenciar ameaças triviais e sérias.

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    O bebê ouve sua mãe desde a barriga

    Já é provado que os bebês acham novas experiências mais interessantes, e pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, queriam testar se nenéns ficam mais intrigados com conversas em outra língua ou com a voz de suas mães.

    Assim, os cientistas fizeram 80 recém-nascidos ouvirem um pouco de cada. Os nenéns podiam controlar quanto tempo os sons eram tocados chupando uma chupeta, e acabaram sugando por mais tempo enquanto ouviam idiomas diferentes dos seus.

    Mas isso quer dizer que eles não preferem suas mães? Não, nada disso. Com estas respostas os cientistas mostraram que os bebês já conheciam a voz das mães, confirmando que eles registram e se habituam à fala delas desde o útero. Uma conclusão razoável, uma vez que os mecanismos neurológicos necessários para a audição são desenvolvidos por volta das 30 semanas após a concepção.

    Então mamães, está liberado conversar com o barrigão.

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    Leite materno ajuda o sistema imunológico e pode até proteger contra HIV

    O leite materno é um alimento completo. Segundo o Ministério da saúde, ele ?funciona como uma vacina, por ser rico em anticorpos, protegendo a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias, alergias, riscos de hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade?. Demais, não?

    Além disso, um estudo publicado na revista PNAS descobriu que o leite materno pode proteger contra um tipo muito diferente de infecção: o HIV.

    Em todo o mundo, apenas cerca de 10% a 20% das crianças amamentadas por mães com HIV contraem o vírus, e novas pesquisas identificaram o motivo. Uma proteína chamada Tenascina-C, naturalmente presente em todo o leite materno, liga-se ao vírus e impede que ele ataque as células humanas. Não impede a propagação do HIV em todos os casos, mas a maioria deles.

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