Boulos fala de relação com Lula e conta bronca da filha após doar R$ 30 mil

O convidado de Tati Bernardi no videocast "Desculpa Alguma Coisa" desta quarta-feira (6) é o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP). Ele revela quais são suas ambições financeiras, conta bronca da filha depois de ter doado R$ 30 mil para a igreja e fala sobre sua relação com o presidente Lula (PT) após o apoio nas eleições presidenciais de 2022.

Boulos conta como gasta o dinheiro do mandato e como é a relação com as filhas.

Não sou franciscano, no sentido de demonizar riqueza, nada disso. Hoje, eu gosto quando posso tomar um vinho, uma cachacinha, comer uma comida legal.
Guilherme Boulos

"Minhas filhas adoram comida japonesa. Se eu puder levar elas num rodízio, eu levo e não tenho problema nenhum. Minhas demandas financeiras, no sentido de adquirir coisas, de consumo, estão muito mais ligadas às minhas filhas, minha família. Poder guardar um dinheiro pra uma viagem legal, dar algo que elas querem", afirma.

Ele conta que, após ser eleito deputado federal, recebeu R$ 30 mil de auxílio-mudança e levou uma bronca da filha após doar o dinheiro para a igreja do padre Júlio Lancellotti.

"Eu tenho um acordo com as minhas filhas que domingo é o dia delas, cada uma escolhe um domingo. Esses dias a gente foi ao cinema e elas estavam falando que queriam comprar roupa. A Laura chegou e uma roupa virou uma sacola de 500 reais. Eu disse que não dava. Ela virou pra mim e disse: 'Se você não tivesse dado o dinheiro lá pro padre, tinha dado, eu li que você deu R$ 30 mil", conta.

Antes crítico e agora apoiador, Boulos também fala sobre sua relação com o presidente Lula.

"As críticas que tenho ao PT e ao governo, eu nunca tive dificuldade de fazer. A questão é: no cenário que a gente vive hoje, como a gente localiza essas críticas? O Brasil de quando o PSOL nasceu e o de hoje é outro. O Brasil hoje tem a extrema-direita organizada, Bolsonaro quase ganhando a eleição. O lugar dessas críticas não pode ser o mesmo".

As críticas têm que existir, a esquerda não pode ser um campo de pensamento único. O que surgiu nesse período não foi uma mudança do PSOL, foi uma mudança do Brasil.
Guilherme Boulos

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