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'O primeiro mês de vida das gêmeas eu passei chorando', desabafa Ivete

Ivete Sangalo ao lado das gêmeas Marina e Helena - Reprodução/Instagram
Ivete Sangalo ao lado das gêmeas Marina e Helena Imagem: Reprodução/Instagram

Colaboração para o UOL

09/04/2020 11h14

Ivete Sangalo abriu o jogo sobre sua segunda gestação. Em entrevista para a Vogue Brasil, a cantora falou as mudanças em sua vida assim que as gêmeas, Marina e Helena, nasceram.

Segundo ela, a relação exclusiva que teve com o primeiro filho, não iria acontecer com as duas pequenas já que o número da família aumentou. "Na minha cabeça: eu tinha um filho de oito anos e quatro meses que vivia comigo uma exclusividade de relacionamento, aquela mãe 100% para ele, e eu tive gêmeas. Então, de um filho (Marcelo) pulou para três", disse.

A cantora disse que dava a atenção para as filhas da mesma maneira, mas que isso a consumia de uma certa forma. "Eu tive que aprender a dividir minha atenção e muitas vezes abrindo mão da minha própria felicidade. Quando nasceram as duas meninas, eu queria ter com elas o mesmo processo de exclusividade que eu tive com o filho único. E não é possível, porque elas são duas, em número elas são maiores".

Sangalo contou um pouco da rotina agitada: "Eu tinha sempre que entregar uma para dar de mamar para a outra. Eu tinha que dar o banho em uma, entregar, para continuar a dar o banho na outra. Então eu sempre tinha que entregar. Isso me fez sofrer muito, mas você não tem ideia, eu passei um mês, o primeiro mês de vida delas eu passei chorando".

"Só que eu sabia na minha cabeça que eu estava sob efeito de hormônios, eu estava sob efeito da própria maternidade, de ter dois filhos, que são duas pessoas, criaturas, que nós somos responsáveis. Aí você pensa no mundo, nessa velocidade de tudo que está acontecendo, nas coisas boas e nas coisas ruins e você, sob efeito de hormônio, vai começando a dar uma pirada. Eu passei um mês me dando o direito de chorar todos os dias, uma hora por dia", desabafou Sangalo.

A técnica do The Voica Brasil disse que se permitiu sentir tudo que tinha direito. "Eu mesma botava músicas românticas, tristinhas, dava aquela chorada, dava uma aliviada, e voltava. Era quase que na agenda. Quando estava todo mundo dormindo eu ia lá no meu som, ficava na janela, buscava o ângulo mais bucólico, mais sofredor, ligava a música, me apropriava daquele momento, chorava, depois eu desligava e ia continuar vivendo a vida. Porque eu sabia que eu podia aquilo, era um direito meu, de mulher. Nem todas as mulheres têm essa consciência ou essa percepção, mas eu, graças a Deus, eu entendi isso, eu digo 'eu tenho esse direito'", afirmou.

Ainda sobre maternidade, Ivete disse que sempre foi de tirar suas próprias dúvidas sobre as coisas. "Hoje, o mundo, ele tem muita informação. Basta você querer entender. Então, antes de parir os meus filhos, eu fui exatamente nesse filão aí. "O que que eu vou viver? O que que meu corpo e minha alma estão propensos a viver a partir de uma maternidade?".

"Li muita coisa, foi muito importante para mim, mas nada se compara ao fato de você, em realidade, ser a mãe, ter o filho. Você pode estudar milhões de coisas: a sensação que vem no momento que você concebe ali, que você tem o filho, você fala "bicho?". Cai o rei, cai por terra tudo aquilo que você imaginou ter controle sobre. É imediato: você tem um filho, você fala "é meu, eu que vou cuidar, eu sei fazer isso". É sintomático. Agora, as dificuldades que a mãe vive", finalizou a artista.

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