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Picalé: Jovem cria sorvete em formato de pênis para o Carnaval 2020

Picalé é um sorvete coberto com chocolate meio amargo com recheio de diversos sabores, incluindo o de cachaça - Reprodução/Instagram
Picalé é um sorvete coberto com chocolate meio amargo com recheio de diversos sabores, incluindo o de cachaça Imagem: Reprodução/Instagram

Natália Eiras

De Universa

05/02/2020 17h01

A jovem cozinheira Tayná Maísa, de Recife, criou uma forma inusitada de refrescar o calor do Carnaval 2020. Ela é a pessoa por trás do picalé, sorvete em formato de pênis que conquistou a internet.

Tayná teve a ideia de fazer o picolé em um trabalho para o curso de confeitaria com pessoas com deficiência auditiva e para a população LGBT. "Fiquei pensando com os meus amigos e, como somos muito brincalhões, queríamos um doce bem colorido, divertido, que pudesse ser vendido também no Carnaval." Inicialmente, a ideia era fazer um bolo de rolo no formato de pênis que seria chamado "bola de rola". "Mas achei que seria difícil de chamar a atenção na folia, então fiquei pensando em alternativas. Até que sonhei com um picolé de rola", ri Tayná, em entrevista para Universa. A jovem foi atrás da fôrma e fez um teste, que deu para os vizinhos, incluindo a mãe dela. "Ela nunca imaginou que eu faria algo assim, porque ela é evangélica e vai contra os princípios dela. Mas, além disso, ela também me ajudou."

Com o slogan "Chupa que hidrata", o sorvete é feito sob encomenda, mas também será vendido por Tayná durante o Carnaval de rua das ladeiras de Olinda. "Eu também estou passada, mas tu vai perder de chupar, é?", brincou a jovem em seu Instagram. O sorvete é coberto com chocolate meio amargo e terá recheio de vários sabores, incluindo de cachaça, e custará R$ 5. "Estou fazendo várias para estocar e vender na festa", fala.

O post no Twitter sobre a picalé teve mais de 3 mil compartilhamentos no Twitter e mais de 500 curtidas no Instagram. A brincadeira agradou tanto o pessoal que ela e seus seguidores estão marcando de criar um bloco dos "chupa rola". Porém, Tayná, que está criando uma equipe para profissionalizar a divulgação da picalé, avisa que a intenção não é hipersexualizar o corpo masculino. "É uma maneira criativa de ganhar dinheiro, porque não está fácil para ninguém."

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