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Contra protesto, deputado diz que críticos de Damares apoiam pedofilia

Lorenzo Pazolini - Divulgação/Assembleia
Lorenzo Pazolini Imagem: Divulgação/Assembleia

Da Universa

21/05/2019 13h27

Convidada por Lorenzo Pazolini (sem partido), a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, participou de uma sessão solene na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, nesta segunda (20) em memória a 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e de Adolescentes.

Sua presença, no entanto, causou protestos e o deputado partiu em defesa de Damares com falas que causaram comoção durante o evento:

"Uma salva de palmas para as pessoas que são a favor da pedofilia, que defendem pedófilo, que são contra quem combate, quem coloca criminoso na cadeia. Mas um dia vocês podem precisar e a DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), o Judiciário, o Ministério Público, o Conselho Tutelar, vão estar à disposição de vocês. Triste saber que tem tanto defensor de pedófilo no Espírito Santo, mas não tem problema não, nós vamos continuar à disposição de vocês", declarou.

Protesto

Divulgação/Assembleia
Imagem: Divulgação/Assembleia

Militantes de um movimento denominado "Mulheres unidas - ação antifascismo" gritaram "fora Damares" durante quase toda a sessão. Em defesa da ministra, dividindo o espaço na galeria, estavam militantes do movimento "Direita Espírito Santo", que aplaudiam a integrante da equipe do governo federal.

"Temos quatro anos para implantar as medidas do presidente Jair Bolsonaro. Se até o final do mandato não conseguirmos, as pessoas têm o direito de escolher outro político, se assim entenderem", afirmou. "Já passei por esse holocausto. É terrível, é um sofrimento indescritível", disse Damares em seu discurso.

Ao fim da sessão, Damares foi condecorada com a Comenda da Ordem do Mérito Domingos Martins (grau Grã- Cruz), a mais alta honraria da Casa.

Divulgação/Assembleia do Espírito Santo
Imagem: Divulgação/Assembleia do Espírito Santo

A data

Em 18 de maio, em 1973, a menina Araceli Cabrera Crespo, então com 8 anos, foi raptada, drogada, estuprada, assassinada e carbonizada. O corpo foi encontrado desfigurado e em decomposição, próximo ao antigo Hospital Infantil, em Vitória.

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