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Mães e filhos


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Grávida aos 41, Pathy Dejesus: "Contrações, dor e enjoos, tudo maravilhoso"

Deividi Correa/AgNews
Imagem: Deividi Correa/AgNews

Carolina Martins

Colaboração para Universa

19/03/2019 16h00

"Estou vivendo a melhor fase da minha vida". É com essa frase que Pathy Dejesus afirma sua felicidade à Universa sobre a sua primeira gestação, aos 41 anos. A atriz esteve na passarela do desfile da coleção inverno 2019 da estilista Lethicia Bronstein, nesta terça-feira (19), e confessou que não esperava pela gravidez, embora fosse um desejo seu há tempos.

"A maior expectativa foi ficar grávida, o resto é lucro. Eu não esperava por essa gravidez, pelo contrário, quem me acompanha sabe o quanto eu queria ser mãe e o quanto isso é ingrato, porque a mulher sempre tem que ser uma supermulher. Existe essa carga que acompanha a gente. Nesses últimos anos eu estava concentrada em fazer minha carreira dar certo e não tive esse timing. Quando vi estava com 40. Aos 38, os médicos já estavam me alertando sobre a dificuldade de engravidar naturalmente. Foi maravilhoso, porque estava pensando em adoção", relembrou.

Sintomas de felicidade e gravidez

A gravidez traz também dores, enjoos, cansaço, contrações -- e tudo isso é muito bem-vindo por ela.

Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram

"Agora estou vivendo o grande momento da minha vida, então não consigo pensar na adoção como antes. Mas nada é descartável! A gente é só instrumento das coisas que planta. Em algum momento da vida o bem que você faz, volta. Estou vivendo a melhor fase da minha vida, porque na hora que meu filho nascer vai só melhorar. É um sonho! Contração, enjoo, dor, cansaço... é tudo maravilhoso! É tudo bem-vindo porque era o que eu queria, eu não posso reclamar", opinou.

Os três primeiros meses da gestação foram os mais complicados para Pathy, que afirmou ter sentido sono ao extremo, algo que bateu de frente com sua personalidade hiperativa.

"Os três primeiros meses da gravidez foram devastadores. Não senti muito enjoo, mas o sono era profundo. Poderia estar conversando com você e acabar dormindo. E sou superhiperativa! Minha cabeça funcionava e meu corpo não respondia. Entendi que o neném precisava de todos nutrientes. Fui até o médico entender o motivo por trás disso. A partir do momento que descobri a gravidez, tudo eu falo com meu médico. Estou com uma bênção dentro da barriga, meu bem mais precioso".

Feminismo e arte

Atrizes da série "Coisa Mais Linda", da Netflix - Reprodução/Netflix
Atrizes da série "Coisa Mais Linda", da Netflix
Imagem: Reprodução/Netflix

Dando vida à Adélia, na série "Coisa Mais Linda", estreia brasileira na Netflix, a atriz afirma que essa personagem será um divisor de carreiras e apontou a importância da trama para a discussão em alta sobre o feminismo.

"A série tem quatro protagonistas mulheres que não são inimigas. Elas também não são as melhores amigas, elas se conhecem por acasos da vida e se ajudam por instinto. É uma série que se passa em 1959, época em que termos como sororidade não eram tão populares. Essas personagens representam mulheres que foram as avós do feminismo, que não têm aquele entendimento, mas em algum lugar bate o desconforto: 'por que o homem tem esse direito que eu não tenho?'."