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Mulheres contam como foi casar com o primeiro namorado. Spoiler: deu certo!

Elas casaram com o primeiro namorado -- e contam história de amor. É o caso de Marina e Caique (foto) - Arquivo pessoal
Elas casaram com o primeiro namorado -- e contam história de amor. É o caso de Marina e Caique (foto) Imagem: Arquivo pessoal

Claudia Dias

Colaboração para Universa

16/02/2019 04h00

Enquanto a maioria das pessoas se relaciona com vários pares antes de assumir um relacionamento sério, até chegar ao casamento, há quem tenha vivido histórias de amor intensas e se casado com o primeiro - e até único - namorado.

Três mulheres compartilham a experiência com Universa. As histórias são bem diferentes, mas a opinião é unânime: dá para ser feliz (e muito!) casando-se com o namorado da adolescência.

Um namorico bem sério

Marina Mancini Lima é bailarina e professora de dança; Caique Meira Ronqui, seu marido, físico. Quando se conheceram há 12 anos, eles não tinham ideia exata sobre o futuro profissional, mas em outro departamento - o amoroso - as projeções dos dois já se mostravam certeiras.

À época com 14 anos, eles estudavam na mesma sala da 8ª série (hoje 9º ano) em um colégio particular de Osasco. "Foram dois meses jogando charme, só paquerando. Quando rolou o primeiro beijo, já começamos a namorar", lembra-se Marina.

Era fim de junho e, como a mãe dela coordenava a escola, o relacionamento foi mantido em segredo por um tempinho. "No fim de outubro, o Caique já me deu uma aliança. Os pais dele acharam um absurdo e os meus ficaram sem entender nada. Acho que essa foi a maior dificuldade que passamos: os pais compreenderem que o namorico iria para frente. Até uns 16, 17 anos, eles não entendiam o grau de seriedade", pontua ela.

Casal - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Marina e Caique
Imagem: Arquivo pessoal

Foram 11 anos de namoro, mais outros 2 de noivado até chegar ao casamento, em junho passado. Nesse tempo todo, nunca ficaram longe, sequer cogitaram se separar. "Desde o começo a gente tinha quase uma certeza por questão de afinidade. E nunca passou pela minha cabeça que poderia ser ruim ter só um namorado ou perder experiências", afirma.

Para Marina, a maior vantagem de ter se casado com o primeiro namorado é ter aprendido tudo junto com ele, das questões acerca do relacionamento até financeiras e do mercado de trabalho. "Temos uma cumplicidade muito grande. Nossos gostos foram se moldando e hoje são muito parecidos. Nós somos muito parecidos", diz.

Se pudesse voltar no tempo, ela afirma que faria tudo igualzinho. "Tanto eu quanto o Caique nos deparamos muitas e muitas vezes com pessoas nos pressionando se não teríamos outras experiências ou mesmo vontade de ficar com alguém ou sentir atração por outro. Durante toda a vida tivemos que responder a essas perguntas. Mas não acho que perdi experiências ou sei lá o quê, porque o que eu queria sempre esteve ali no meu lado", garante.

O que a internet uniu...

A professora universitária Anne y Castro Marques, 34 anos, e o técnico em informática Diogo Kolinski Silva, 36, se conheceram pela internet (mas à moda antiga), através do mIRC, o irmão mais velho de todos os comunicadores de mensagem instantânea atuais. "Em 2000, comecei a falar com o Diogo porque uma amiga em comum me disse que ele era muito legal. Confesso que nossa primeira conversa online foi bem ruim, mas insisti", detalha Anne.

Casal 2 - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Anne e Diogo em imagem atual
Imagem: Arquivo pessoal

Eles conversaram pelo chat por cerca de 6 meses, até que um grupo de amigos - incluindo Diogo - se reuniu na casa dela. "Naquele dia me apaixonei; as conversas tomaram outro rumo", pontua. Pouco tempo depois veio o primeiro date e, em seguida, o namoro. Ele tinha 17 e ela, 16.

A história dos dois contabiliza 5 anos e meio de namoro, mais outro ano e meio de noivado e 11 de casamento - além de um filho de 2 aninhos, o Heitor. Houve uma pausa aí, sim - de 3 dias. "Foi em 2003. Estávamos em dúvida sobre nossos sentimentos, pensando se não éramos muito novos para namorar tanto tempo a mesma pessoa, mas 3 dias foram suficientes para a certeza de que queríamos ficar mesmo juntos", afirma.

Verdade seja dita, casar com o primeiro namorado não estava nos planos dela. Bem ao contrário, era uma ideia ridicularizada por Anne. "Minha mãe fez isso e eu jurava que namoraria muito(s) antes de casar, só que as coisas nem sempre saem como planejado", ri.

Casal 4 - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Anne e Diogo
Imagem: Arquivo pessoal

Com o fim da faculdade (e ela planejando deixar Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde estudavam), perceberam que não havia outro caminho para o sentimento. Foi quando ficaram noivos, para confirmar a intenção de casamento no futuro.

A cumplicidade e o companheirismo que conquistaram durante tantos anos mantêm o relacionamento. Tanto que são parceiros para o que der e vier, como as 10 mudanças e 4 cidades diferentes que já enfrentaram depois de casados. "A melhor coisa de casar com o primeiro namorado é que vivemos todas as etapas importantes das nossas vidas juntos, mudamos juntos, crescemos e estamos envelhecendo juntos", avalia Anne.

Entre idas e vindas

Há, inclusive, relacionamentos que (digamos assim) começaram na infância, caso dos advogados Liliane Masur Cavallini Capabianco e Denys Capabianco, ambos de 43 anos. Eles se conheceram na 3ª série do ensino fundamental - Liliane com 8 anos anos e meio e Denys, já com 9. "Ele dizia para a professora que gostava de mim, mas eu não gostava dele. Na verdade, brigávamos como cão e gato", afirma.

Perderam contato depois da 4ª série e se reencontraram aos 15 anos, num desses acasos do destino, quando visitavam Santa Isabel, interior paulista - ela com uma amiga e ele com outro colega. "Passamos o dia juntos no sítio e, no seguinte, fomos passear e ele lançou que eu podia namorá-lo", lembra. O relacionamento inicial atravessou 14 anos, mesma quantidade de anos que o casamento já dura.

Tanto tempo juntos não resistiu às discussões. Segundo Liliane, eles brigavam muito, por serem bastante imaturos - além de rolar um ciúme exagerado. "Tinha fase em que terminávamos e voltávamos duas vezes no mesmo dia. E tantas brigas nos deixavam exaustos. Houve uma discussão séria, terminamos, eu arrumei um 'namorado' e ele uma 'namorada', mas seguimos nos encontrando escondidos quase todos os dias", revela.

Por causa de discussões que continuavam, passaram um tempo sem se verem, até que noutro acaso da vida se esbarraram no elevador do fórum João Mendes, em São Paulo. "Fazia uns 7 meses que não nos víamos. Quando ouvi a voz dele, perdi o chão. Ele não entrou no elevador, nem me viu. Segui até o andar que precisava e voltei para o térreo para tentar encontrá-lo. Conversamos, ficamos juntos e decidimos voltar e estamos juntos até hoje", relembra Liliane.

Casal 5 - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Liliane e Denys
Imagem: Arquivo pessoal

O afastamento teve seu lado bom: o ciúme doentio foi superado e o casal amadureceu. "As dificuldades que enfrentamos foram em razão da imaturidade e a maior insegurança de ambos era perder um ao outro, justamente porque éramos muito novinhos. Apesar das brigas e tudo mais, sabíamos que éramos almas gêmeas. Foi tudo muito precoce, mas muito sério. Entramos na relação de corpo e alma", conclui.

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