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Traição: 8 motivos para infidelidade que são pouco levados em consideração

Necessidade de autoafirmação e pressão são algumas das razões que levam pessoas a trair - iStock
Necessidade de autoafirmação e pressão são algumas das razões que levam pessoas a trair Imagem: iStock

Heloísa Noronha

Colaboração para Universa

07/01/2019 04h00

O senso comum prega que a traição, em geral, é motivada por curiosidade, perda de interesse pelo par ou do desejo sexual, distância emocional entre o casal ou algum momento de crise no relacionamento. No entanto, as relações amorosas são complexas e os impulsos seguem muito mais a emoção do que a razão. Existem vários motivos que podem levar à infidelidade, como as apontadas a seguir.

Pressão de alguém

Embora esse tipo de situação seja mais comum entre pessoas muito jovens, quem tem uma identidade muito frágil e instável pode, sim, ceder ao incentivo de amigos, por exemplo, para trair. Trata-se, ainda, de um sinal de imaturidade emocional, de insegurança e de dificuldade em controlar as emoções e bancar a própria opinião.

Necessidade de autoafirmação

Baixa autoestima --inclusive por conta de problemas no relacionamento-- e sensação de poder ao ser alvo da cobiça de alguém resultam na necessidade de autoafirmação por meio da traição. Funciona como uma espécie de "massagem" no ego para que a pessoa se sinta ou volte a se sentir atraente, interessante ou desejável. 

Prazer em "caçar"

Há homens e mulheres que são viciados em sedução, ou seja, têm a necessidade de investir frequentemente no jogo da conquista, mesmo quando estão em um relacionamento sério. Para alguns, aliás, esse mecanismo ajuda até a aquecer a relação (independentemente de o par saber ou não) e a alimentá-la.

Experiências traumáticas

Pessoas que, durante a infância, vivenciaram traições contínuas dos pais podem vir a praticar o mesmo tipo de comportamento na fase adulta, já que aprenderam a se relacionar dessa forma. É um processo inconsciente: em alguns casos, é difícil compreender porque não conseguem parar de trair ou porque têm essa necessidade. 

Tédio

A rotina, para alguns casais, faz bem, porque ela organiza a vida a dois e quando é quebrada (com viagens, surpresas ou jantares românticos, por exemplo) dá um sabor especial à convivência. Mal elaborada, porém, a rotina conduz ao tédio. Há perda na qualidade da relação e um ou outro pode vir a trair por começar a procurar em outras pessoas o que vem faltando no dia a dia.

Vingança

Em geral, ela ocorre para dar o troco naquele que traiu primeiro e como forma de não se aprofundar em questões problemáticas do relacionamento. No entanto, há quem traia o par como uma forma de represália por algum comportamento ou atitude que provocou desgosto, como não ter dado apoio num momento difícil ou ter escondido algum segredo.

Sentir ciúme excessivo

Muitos ciumentos patológicos acreditam que podem ser traídos a qualquer momento e em qualquer circunstância. De tanto medo que sentem de uma infidelidade, acabam traindo primeiro para ter a sensação de que não serão passados para trás e como um "método" de fazer antes que o outro faça. Porém, o sentimento de culpa pode surgir e aumentar ainda mais a insegurança e o ciúme. 

Busca por renovação

Quem trai também pode fazer isso como uma espécie de "pedido de socorro" --e aqui cabe ressaltar, novamente, que trata-se de um processo inconsciente. Ao trair --e revelar ou dar um jeito de a infidelidade vir à tona-- a pessoa quer sacudir o relacionamento e buscar soluções para seus problemas. Ou, ainda, criar um motivo para que a relação chegue ao fim. Nem sempre a expectativa é cumprida facilmente, mas a traição pode servir, sim, como abertura para inaugurar um novo momento no amadurecimento da relação.