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Mães e filhos

Dar à luz deixaria esta mulher paraplégica; por isso amiga teve seu bebê

Kelly e Kimberley durante a gestação - Reprodução/Facebook
Kelly e Kimberley durante a gestação Imagem: Reprodução/Facebook

da Universa, em São Paulo

24/11/2018 16h18

A inglesa Kelly Bullock, de 33 anos, teve seu primeiro filho, Brody, em 2013. No entanto, a gestação e o parto do menino foram complicados por uma disfunção da sínfise púbica que a deixou com severos problemas na articulação do quadril.

Após passar por cirurgias que a possibilitaram voltar a andar, Kelly recebeu dos médicos a notícia de que uma nova gestação poderia deixá-la paraplégica. 

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"Meu coração se partiu porque eu queria outro filho desesperadamente, mas fiquei apavorada com a ideia de passar por uma nova gravidez, sabendo que poderia ser ainda pior. Eu não conseguia carregar uma sacola sem dor, não havia maneira com que eu pudesse carregar um bebê", explicou ao jornal "Metro" do Reino Unido.

No entanto, sua amiga Kimberley Bott, de 32 anos, decidiu intervir e ser a portadora gestacional (espécie de barriga de aluguel) de Kelly, realizando o seu sonho de aumentar a família com o marido, Paul Bullock.

"Nós achamos que levaríamos muitos anos para economizar [e pagar uma portadora], mas minha incrível amiga se ofereceu para ser a nossa. Eu lembro que estávamos brincando com os nossos filhos quando ela despejou que havia pesquisado e que adoraria carregar o nosso bebê", contou.

"Eu comecei a chorar de tão feliz e animada, era o meu único jeito de ter outro filho biológico, então decidimos entrar nessa."

Kelly e Paul pediram um empréstimo bancário para pagar pelo tratamento de fertilização in vitro, que usou o material genético do casal para gerar os embriões depois implantados em Kimberley.

A primeira e a segunda tentativas, contudo, não deram certo. Na terceira e última que o casal tinha concordado poder pagar, a amiga finalmente engravidou.

"No fim, a parede uterina dela nunca esteve na espessura correta para os implantes, então com o aumento da medicação, quando os dois últimos embriões foram implantados, engravidamos. No ultrassom da sexta semana de gestação descobrimos que teríamos um bebê", relembrou.

Kelly diz ter amado ver a barriga da amiga crescer durante os nove meses. "Eu tive a oportunidade, desta vez, de ver como uma gravidez deveria ser. Para mim, foi agonia, mas realmente amei esta experiência. Nunca senti que estivesse perdendo alguma coisa, fui a cada consulta e exame."

Em 28 de abril, Kimberley deu à luz Riley, o filho caçula da amiga Kelly. "Kim foi tão corajosa, ela o entregou imediatamente a nós."

"Nós nos apaixonamos instantaneamente por ele. Se for honesta, eu me preocupei em sentir que ele não era meu porque não o carreguei, ou que tivessem colocado o embrião errado. Mas eu senti aquela ligação naquele momento e foi tão natural; ele se parece muito com a família do meu marido."

Para Kelly, os momentos mais difíceis ficaram no início da gestação, quando ela não sabia como a gravidez progrediria ou como se sentiria quando o bebê nascesse. 

"Também me preocupava que ela se sentisse apegada ao nosso filho. Mas, graças a Deus, ela não se sentiu e sempre o tratou como nosso", concluiu Kelly, aliviada.

Kelly, o marido, Paul, e os filhos, Riley e Brody, desde então partiram em uma viagem pelo mundo juntos.

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