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Recém-separadas, melhores amigas decidem morar juntas parar criar os filhos

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Imagem: Reprodução

Da Universa

23/11/2018 17h06

Tina e Ashley dividiram muitos momentos de suas vidas juntas: a amizade, que já dura 10 anos, a carreira, o casamento e a chegada dos filhos. E o último deles, talvez o mais impactante, foi o fim dos seus casamentos, que terminaram em períodos próximos.

Com a mudança radical no estilo de vida das duas, as melhores amigas, como uma se refere a outra, decidiram se mudar para uma casa juntas para poderem dividir as despesas e ajudar, uma a outra, a cuidar dos filhos; Tina é mãe de dois meninos, de 3 e 13 anos, e Ashley de um garotinho de 5.

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A residência escolhida por elas foi a casa onde Ashley já morava. Nela, o quarto principal foi transformado em um cantinho para os três meninos, com um espaço separado para o primogênito de Tina. Já os outros dois quartos ficaram para as mães.

“Concordamos em dividir todas as despesas com moradia, mantimentos, aluguel, serviços públicos e até a Netflix. Também concordamos em nos apoiar no cuidado com os filhos”, contou Ashley ao “Huffington Post”.

 “Sempre que é preciso sentamos e conversamos sobre como conciliar nossas agendas com as tarefas em questão. Ela se ofereceu para levar meu filho para trabalhar com ela por algumas horas para que eu pudesse fazer o meu trabalho - algo que seria muito difícil de fazer se eu morasse sozinha. Quando ela precisava descansar depois de uma longa noite de trabalho, eu levantava e fazia o café da manhã dos meninos. Eu uso o carro dela para levar meu filho para a escola se estou atrasada”, complementou.

À publicação, elas ainda falaram sobre o rótulo de “mães solteiras”, revelando lidarem muito bem com a situação, que aceitaram desde o começo.

“Há um estigma que estamos sobrecarregados, cansadas, subestimadas e permanentemente de mau humor. Há um senso de aceitação em torno dessas ideias. Nós mesmos as aceitamos como verdades e tentamos contorná-las com a pressão da sociedade. É como se estivéssemos constantemente nos desculpando por não criar a família perfeita. Então, ao invés de pedir ajuda, nós somos a ajuda uma da outra. Como mulheres, essas tarefas diárias já são de costume, somos multitarefas. Como mães, nos apoiamos para manter nossa saúde e sanidade mental.”

E, claro, como em qualquer relacionamento também rolam alguns desentendimentos, mas tudo muito bem administrado por ambas as partes. 

"Temos que respeitar os limites, ser honestas sobre o que podemos e não podemos fazer e sobre o que precisamos. Nosso arranjo já provou ser frutífero e saudável. Claro que há contratempos, mas estamos constantemente lembrando as crianças de compartilhar brinquedos, comidas e entender o outro.”

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