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8 sinais de que você está sendo oprimida no sexo, mesmo sem perceber

Relacionamentos abusivos se manifestam,inclusive, no sexo - iStock
Relacionamentos abusivos se manifestam,inclusive, no sexo Imagem: iStock

Beatriz Santos e Carolina Prado

Colaboração para Universa

24/07/2018 04h00

De fora, pode parecer óbvio ver que alguém está em um relacionamento abusivo. Mas, dentro dele, nem sempre é fácil detectar que está dormindo com um opressor. Mais difícil ainda é quando o abuso acontece entre quatro paredes. Veja, a seguir, do que estamos falando.

1. Realizar as vontades e fantasias dele a contragosto

A estudante Luisa, 18, quer agradar o parceiro, mas já percebeu que, para satisfazê-lo, tem se colocado situações completamente desconfortáveis para ela. "O caso mais frequente é fazer oral. Eu não gosto de fazer, principalmente quando ele fica forçando minha cabeça, mas faço", conta. Outro caso comum é o sexo anal. "Às vezes, a mulher não acha prazeroso, mas, faz porque o homem quer. Só que, muitas vezes, está sem a preparação correta, sem lubrificante. Já ouvi casos de mulheres que estavam tão despreparadas, que chegou a cortar a região durante a penetração. Numa próxima vez, ela vai gostar ainda menos, mas tem homem que não pensa nisso na hora", conta a psicóloga e terapeuta sexual Paula Napolitano.

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2. Achar que precisa usar o sexo como moeda de troca

A estudante de psicologia Natália, 22, confessa que, muitas vezes, transou com seu ex, com quem teve um relacionamento de três anos, para que ele não ficasse bravo com ela. "Eu também usava o sexo para poder ser bem tratada em situações do dia a dia, porque ele conseguia ser bem chato quando queria. Mesmo sem vontade, eu me deixava levar só para animá-lo ou melhorar o humor dele", conta.

3. Continuar na transa que está ruim para você só para não cortar o barato dele

"Já aconteceu de eu começar a transar e querer parar no meio por não estar me sentindo confortável ou algo do tipo, mas continuar porque a pessoa queria terminar o que começou. Eu me sinto mal por ver que, às vezes, o que eu gosto ou desgosto, não interessa. E fico receosa em relação a transas futuras, porque eu nunca sei até que ponto a pessoa vai respeitar as minhas vontades", diz Luisa.

4. Aposentar o vibrador ou, pior, nunca comprar por causa do outro

"Muitas mulheres têm o desejo de colocar cosméticos eróticos ou brinquedos na relação, e alguns homens ainda enxergam o vibrador como concorrente. Então, elas abrem mão para não chatear o parceiro, com medo de que aquilo afete o relacionamento de alguma forma", conta Virgínia Gaia, coach de relacionamento. A especialista lembra que estes estímulos não devem ser deixados de lado caso sejam importantes para a sua satisfação sexual.

5. Não usar camisinha porque ele não gosta

Ele não quer usar o preservativo e fica arrumando desculpas para transar sem ou, pior, tira a camisinha antes de gozar sem a sua permissão? Sinal claro de relacionamento abusivo. Segundo a psicóloga Paula Napolitano, além desta situação, também há casos de o homem ficar desconfiando da mulher que quer usar camisinha e falar que ou é porque ela transou com outra pessoa ou porque está com alguma doença. "Diante dessas afirmações, a mulher acaba cedendo e transa sem proteção", explica a especialista.

6. Voltar a transar logo após o parto só porque ele quer

Nem todo parceiro entende que a mulher que acabou de ter um filho ou que perdeu um bebê pode não estar em condições físicas e psicólogicas para voltar a transar como antes, mesmo depois da quarentena. Isso não só é abusivo, como pode gerar um trauma. "Tem homem que não respeita o tempo ou, ainda, não estimula a mulher. Ele parte do pressuposto que a vontade dela é a mesma dele, e que se ele já está pronto, a mulher também está. Mas ela pode ainda não ter superado o momento. Precisa beijar, estimular, a relação tem que estar legal, tem que despertar o tesão, até mesmo ser romântico. A mulher funciona de forma diferente e muitos homens não entendem isso", fala Paula Napolitano.

7. Transar por pressão psicológica

A estudante Renata, 20 anos, acabou perdendo a virgindade depois de muita insistência do ex. "Eu tinha 16 anos e meu namorado, 17. Por pressão, acabei cedendo. E eu nem tinha noção do que estava fazendo. Fiz para agradar, mesmo, porque sabia que ele queria muito. Como eu gostava dele, não queria decepcioná-lo", diz a estudante. "Foi uma experiência péssima para mim, doeu bastante e ele não respeitou quando pedi pra parar. Ele insistiu e continuou, isso foi horrível, mas na hora eu não entendia muito. Hoje, percebo o quão abusivo ele era comigo, tanto fisicamente quanto psicologicamente, mas na época eu era muito inocente para ver."

8. Achar que vai ser traída, caso não role sexo sempre que ele quer

A gente tem essa crença de que traição é resultado da falta de sexo, o que nos leva a ultrapassar os próprios limites. "A mulher, quando é traída, sente culpa e se questiona: 'o que eu fiz?' ou 'o que não fiz?'. Já o homem questiona o caráter: 'ela tinha tudo comigo, por que agiu assim?'", diz Virgínia Gaia. A estudante Renata, que perdeu a virgindade por pressão, tinha exatamente o medo de ser traída: "Eu sempre pegava conversas dele com outras, então transava mesmo sem vontade para ele não procurar em outro lugar o que eu não queria dar".

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