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Direitos da mulher

Marcha feminista pretende parar cidades italianas em 8 de março

As marchas contra o assédio e pelo direito das mulheres devem marcar as principais capitais do mundo no Dia Internacional da Mulher - Damon Winter/The New York Times
As marchas contra o assédio e pelo direito das mulheres devem marcar as principais capitais do mundo no Dia Internacional da Mulher
Imagem: Damon Winter/The New York Times

da ANSA, em Roma

07/03/2018 08h11

No Dia Internacional da Mulher, comemorado na próxima quinta-feira (8), cidades de todo o mundo, inclusive na Itália, receberão uma marcha feminista contra o abuso sexual.

Em Roma, a atriz Asia Argento tomará a frente da passeata "Non Uma Di Meno" ("Nem uma a menos"), que "cruzará lugares simbólicos para os corpos das mulheres, hoje mais do que nunca explorados por leis e campanhas de ódio racista e sexista", segundo nota da organização.

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Na Espanha, pela primeira vez as centrais sindicais e alguns partidos aprovaram uma paralisação geral das mulheres. O objetivo do grupo é conseguir que 177 países também participem.   

Já em Portugal, a greve ainda está sendo negociada, pois apenas o Bloco de Esquerda (BE) declarou apoio às mulheres.

"Estamos tentando falar com os sindicatos para que apoiem a greve das mulheres, mas ainda não tivemos respostas. A paralisação é apoiada pelo BE, o único partido confirmado. Mas ainda não fizemos contato com os outros", afirmou a ativista Adriana Lopera Orta.

"Vamos fazer tudo juntos, porque o movimento global das mulheres é a coragem para falar, forçar a quebrar o silêncio, o medo e a vergonha que cercam o assédio no trabalho, este último cada vez mais precário", diz uma nota.

A Greve Internacional de Mulheres, como está sendo chamada aqui no Brasil, já tem eventos marcados em ao menos 50 cidades do país. As mulheres de todos os estados estão conversando pelas redes sociais para marcharem juntas. A página que reúne os movimentos brasileiros tem quase 25 mil seguidores.

Itália

Líder da marcha na Itália, Asia Argento é atriz e diretora e acusa o produtor de Hollywood Harvey Weinstein de estupro, quando ela ainda gravava o filme "B Monkey". Argento conta que, após ter sido convidada para uma festa da produtora Miramax, foi deixada sozinha com o produtor em um quarto de hotel, onde foi violentada.

"Weinstein me dava medo. Ele não parava. Foi um pesadelo", contou a atriz. "Eu sabia que ele tinha destruído outras pessoas já. Essa história, no meu caso, tem mais de 20 anos, outras são mais antigas. Por isso elas nunca vieram à tona", afirmou.

A italiana disse que temia que ele pudesse arruinar sua carreira, e por isso não havia revelado nada. Após falar abertamente sobre o caso, decidiu sair do país com destino à Alemanha, onde ficou por algum tempo para evitar as polêmicas que a envolviam.

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