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Ministério da Saúde inicia projeto para incentivar o parto normal

Ao propor mudança, o Ministério da Saúde busca reduzir as taxas de cesárea - Getty Images
Ao propor mudança, o Ministério da Saúde busca reduzir as taxas de cesárea Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

27/03/2015 17h22

Com o objetivo de reduzir a ocorrência de cesarianas desnecessárias, o Ministério da Saúde, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e o Hospital Israelita Albert Einstein anunciaram, na sexta-feira (27), os 28 hospitais selecionados para participar de projeto de incentivo a parto normal.

O grupo que fará parte do piloto reúne 23 instituições privadas e cinco do SUS (Sistema Único de Saúde). Em maio, os hospitais assinarão os termos de adesão ao projeto e darão início às atividades.

A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Institute for Healthcare Improvement (Instituto de Melhoria da Assistência Médica, em livre tradução do inglês), busca identificar modelos inovadores de atenção ao parto, capazes de promover melhor qualidade do cuidado e a segurança da mulher e do bebê.

A estratégia de ação desenvolvida para os participantes do projeto envolve adequação de recursos humanos para a incorporação de equipe multiprofissional nos hospitais e maternidades; capacitação para ampliar a segurança na realização do parto normal; engajamento do corpo clínico, da equipe e das próprias gestantes; e revisão das práticas relacionadas ao atendimento das gestantes e bebês, desde o pré-natal até o pós-parto.

Três propostas de modelos assistenciais alternativos serão apresentadas aos participantes como ponto de partida. Elas foram construídas com base em evidências científicas e em experiências bem-sucedidas desenvolvidas por outras maternidades do país e serão aperfeiçoadas e personalizadas com os hospitais do projeto-piloto.

No primeiro modelo, o parto é realizado pelo plantonista do hospital. O segundo propõe que o parto seja feito pelo médico do pré-natal, com suporte da equipe multidisciplinar de plantão, que irá fazer o acompanhamento inicial da parturiente até a chegada do especialista. No terceiro modelo, o nascimento é assistido por um dos membros de uma equipe de profissionais, composta por três ou mais médicos e enfermeiras obstetras.

Além disso, estão previstas outras ações complementares, como adequações na estrutura da maternidade, estímulo à participação de acompanhantes, visitas guiadas ao hospital, cursos de gestantes e avaliação da experiência do cuidado no pós-parto pelas mulheres.

Ao propor uma mudança no modelo de atenção ao parto, o Ministério da Saúde e a ANS buscam reduzir as altas taxas de cesáreas verificadas no país –84% na saúde suplementar e 40% no sistema público–, promover o parto normal, qualificar os serviços de assistência no pré-parto, parto e pós-parto.

Em experiências pontuais já realizadas no Brasil, a aplicação da metodologia do Institute for Healthcare Improvement obteve resultados positivos: o percentual de partos normais mais do que dobrou, as admissões em UTI neonatal caíram e houve melhoria da remuneração dos profissionais que contribuíram para aumentar a eficiência dos serviços.

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