Topo

Universa


Universa

Aprenda a cuidar das plantas durante longas ausências

Em primeiro lugar é preciso conhecer as necessidades de regas de cada espécie - Getty Images
Em primeiro lugar é preciso conhecer as necessidades de regas de cada espécie Imagem: Getty Images

Karine Serezuella

Do UOL, em São Paulo

12/02/2015 07h02

Você já foi surpreendido pelo o mau estado de suas plantas após voltar de uma viagem de férias ou de um feriado prolongado? A falta de cuidados, em especial, a suspensão de regas durante longas ausências pode comprometer a saúde das espécies, provocando perda de flores, amarelamento e ressecamento de folhas e caules e, até mesmo, a morte dos exemplares. Por isso, quando permanecer fora de casa por um período extenso (dias ou semanas), o ideal é planejar a manutenção adequada de seus vasos, canteiros ou jardim. Veja a seguir sete dicas do UOL Casa e Decoração e viaje tranquilo!

1.    Conheça as necessidades de irrigação
Em primeiro lugar, observe as plantas para conhecer as necessidades de cada espécie, principalmente com relação à irrigação. Considere, também,  que a quantidade de água necessária depende das particularidades do lugar de cultivo (se o ambiente é interno ou externo, se a base é um vaso ou canteiro, se há sol ou a luminosidade é indireta, se o local é bem ventilado, entre outros). Por isso, é importante sempre pesquisar sobre a manutenção dada a cada tipo ou grupo de planta cultivado.

$escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-lista','/2015/exemplos-de-plantas-como-regar-1423483117802.vm')

$escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2015/gotejador-com-torneira-regulavel-1423607562505.vm')2.    Monte um sistema de rega

Monte um sistema de rega por gotejamento ou adquirir um irrigador com "timer". Nas lojas de jardinagem é possível encontrar produtos nos quais o usuário acopla uma garrafa PET com água e regula o tempo de gotejamento. Outra opção é criar um modelo caseiro, utilizando a garrafa PET, virada para baixo:  antes de posicioná-la junto ao solo, faça um furo na tampa para que a água escorra de forma contínua, porém, lentamente. Dica: faça furos bem finos do lado oposto do reservatório para que a entrada de ar facilite o escoamento.

3.    Não coloque água nos pratinhos dos vasos
Não coloque água no prato que fica sob o vaso: isso pode atrair insetos e criar um ambiente propício para a reprodução de mosquitos, como o Aedes aegypti, transmissor da dengue. Além disso, dependendo da interrupção das regas, esse líquido vai apenas umidificar o fundo do recipiente, sem suprir a necessidade de irrigação do exemplar

4.    Não molhe demais a planta
Salvo algumas exceções, regar demais a planta antes de se ausentar é um erro: o excesso de água “afoga” o vegetal, promovendo o apodrecimento das raízes e causando, em muitos casos, a morte do espécime.

5.    Evite podas e adube somente se necessário
Evite realizar podas nas plantas antes de viajar por um longo período, porque após o corte, é importante acompanhar o crescimento e o desenvolvimento do exemplar. Forneça nutrientes ao vegetal somente se ele estiver em período de adubação ou se houver algum sintoma de carência nutricional como, por exemplo, o aparecimento de folhas novas com tons amarelados ou com má formação.

$escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2015/plantas-vasos-murchas-1423483998299.vm')6.    Mantenha a planta no ambiente ao qual ela está adaptada
As variedades devem ser deixadas nos locais onde estão bem adaptadas, por isso, não é aconselhável mudá-las de lugar em casos de férias ou viagens mais prolongadas, salvo em algumas circunstâncias, como a de orquídeas expostas ao sol direto. Por outro lado, preste atenção na ventilação do espaço: o ideal é que as plantas nunca fiquem em ambientes “sufocados”.

7.    Sinais de doenças ou pragas? Trate a planta antes de viajar
Se verificar algum sintoma estranho em sua planta ou identificar a presença de pragas como pulgões e cochonilhas ou o desenvolvimento de fungos, não a deixe sem tratamento. No caso de pulgões e cochonilhas, recomenda-se a remoção mecânica dos insetos (caso seja possível), acompanhada de pulverizações com emulsões de sabão de coco, detergente neutro ou extratos vegetais como calda de fumo de corda ou óleo de nim. Para a infestação por fungos, é importante avaliar se não há excesso de água no substrato e procurar nas lojas de jardinagem os fungicidas específicos para cada caso. Para não se enganar em relação aos químicos, busque a orientação de um engenheiro agrônomo.

Fontes: Carmen Mouro, paisagista e arquiteta de exteriores, e Maria Solange Francos, professora do curso de jardinagem do Senac - unidade Lapa Tito (SP).

Mais Universa