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Capela das Mercês, destruída pelas chuvas, é reconstruída em São Luiz do Paraitinga

Grupo de pessoas reunidas em frente à Capela de Nossa Senhora das Mercês, em São Luiz do Paraitinga, São Paulo. A capela, destruída pela enchente de 2010, foi restaurada e reaberta - Apu Gomes/Folhapress
Grupo de pessoas reunidas em frente à Capela de Nossa Senhora das Mercês, em São Luiz do Paraitinga, São Paulo. A capela, destruída pela enchente de 2010, foi restaurada e reaberta Imagem: Apu Gomes/Folhapress

DAIANA DALFITO

Da Redação

30/09/2011 07h00

Destruída por uma enchente no início de 2010, a Capela das Mercês foi reconstruída em São Luiz do Paraitinga, interior de São Paulo. O prédio histórico baseado nas chamadas taipas de pilão passou por obras durante os últimos nove meses e o investimento de cerca de R$ 1,5 milhão foi obtido através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para cidades históricas.

Sob a supervisão técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a capela teve as paredes de taipa que resistiram à força da enchente reestruturadas.

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Taipa de Pilão

A taipa, empregada no Brasil desde os idos de 1500, consiste de paredes grossas compostas basicamente de barro amassado e misturado a outros elementos como cal ou fibras vegetais e calcado por um pilão.

A massa é comprimida entre taipas de madeira desmontáveis e removidas logo após a secagem do material. Em São Paulo, um dos prédios onde o sistema foi utilizado e pode ser visto “por dentro” é o Colégio, no centro da cidade.

Da capela destruída, além da estrutura, foram recuperadas peças do madeiramento, ferragens,  elementos decorativos e da cobertura do conjunto. Entre os objetos sacros, imagens de santos e da Nossa Senhora das Mercês, feita de terracota, também foram resgatados dos escombros e restaurados. No caso da santa, mais de 90 pedaços precisaram ser reunidos para a recomposição.

Fachada e altar

Na reconstituição das alvenarias o material utilizado foi o tijolo de barro cozido, considerado sucessor natural do antigo sistema de taipa de pilão, desde meados do século 19. O altar e a fachada foram os pontos de maior cuidado durante o restauro. O revestimento de madeira do arco-cruzeiro, telhado, forros, balaustradas, batentes e folhas de portas de janelas, foram reproduzidos ou recuperados e reinstalados em seus lugares de origem.

Em 2011, a capela mais antiga de São Luiz do Paraitinga completa 197, além do templo outros prédios da cidade sofrem intervenções de restauro e reconstrução como a Igreja do Rosário e a Casa de Oswaldo Cruz.

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