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Homens jovens preferem relação amorosa a carreira, diz pesquisa

61% dos entrevistados disseram colocar as relações acima de metas de vida - BBC
61% dos entrevistados disseram colocar as relações acima de metas de vida
Imagem: BBC

07/01/2008 15h04

Um levantamento conduzido pelas pesquisadoras Catherine Mosher, do Duke University Medical Center, e Sharon Danoff-Burg, da Universidade de Albany, indica que o estereótipo de que os homens priorizam a carreira em detrimento da relação familiar nem sempre condiz com a realidade.

De acordo com a pesquisa, realizada com 237 universitários, 61% dos homens disseram se dedicar mais às relações amorosas do que a metas de vida, enquanto que entre as mulheres a porcentagem foi de 51.

Os universitários tiveram de eleger as áreas que consideravam mais importantes, entre elas sucesso financeiro, carreira, educação, contribuição à sociedade, relações amorosas, casamento, crianças e amizades.

Ceder por amor

As pesquisadoras americanas também avaliaram quanto os entrevistados sacrificariam por uma relação amorosa. Os homens se revelaram mais propensos a trocar a carreira, o estudo ou viagens por "companheiras charmosas".

Apenas 20% das universitárias colocaram as relações amorosas acima da carreira, enquanto que cerca de 35% dos homens optaram pelo romance. Cerca de 15% das mulheres disseram que abandonariam os estudos por um relacionamento, contra 30% dos homens entrevistados.

De acordo com as duas pesquisadoras, as universitárias que participaram do estudo podem ter se comprometido tão intensamente em adquirir sucesso ao longo da carreira que estariam hesitantes em abandonar estes objetivos por relações amorosas.

Já sobre o fato de as relações serem mais importantes para os homens, as pesquisadoras ressaltaram que, diferentemente das mulheres, os homens parecem obter mais apoio do seu par do sexo oposto do que de amigos do mesmo sexo.

Os resultados da pesquisa, que suas autoras fizeram questão de ressaltar que dizem respeito a universitários e não à população em geral, estarão detalhados em uma futura edição da publicação científica Gender Issues.

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