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Esponja da cozinha tem milhões de bactérias, e micro-ondas pode piorar

Quantidade de micróbios encontrada em "esponja higienizada" é similar a encontrada em fezes - iStock
Quantidade de micróbios encontrada em "esponja higienizada" é similar a encontrada em fezes Imagem: iStock

Do UOL, em São Paulo

31/07/2017 17h54

Você sabia que higienizar aquela velha esponja utilizada na sua cozinha pode multiplicar os micróbios patogênicos em vez de matá-los? Foi o que provou um estudo publicado neste mês na revista científica "Scientific Reports"

Pesquisadores alemães analisaram a sequência do DNA microbiano de 14 esponjas usadas e, surpreendentemente, descobriram que ferver ou colocar o objeto no micro-ondas não mata aqueles micróbios próximos das bactérias que causam pneumonia e meningite, tais como o Moraxella osloensis.

Além de causar infecções em pessoas com um sistema imunológico fraco, esse micróbio também é conhecido pelo mau cheiro de sua esponja.

O experimento identificou que as esponjas que haviam sido higienizadas regularmente apresentavam uma percentagem maior de bactérias relacionadas a agentes patogênicos --organismos capazes de produzir doenças infecciosas-- do que as esponjas que nunca haviam sido limpas.

Isso porque, segundo os cientistas, essas bactérias relacionadas com patógenos são mais resistentes à limpeza e rapidamente recolonizam as áreas abandonadas pelas bactérias mortas com a temperatura alta.

Em um único centímetro cúbico da espoja supostamente higienizada foi encontrado mais de 50 bilhões de bactérias, o que corresponde a cerca de sete vezes o número de pessoas que habitam a Terra. Essa densidade bacteriana, como aponta o estudo, é encontrada apenas em fezes.

A solução para uma esponja limpa é simples: substituí-la com frequência, uma vez a cada uma ou duas semanas.